Explore o potencial das ações de gaming num setor em crescimento. Conheça empresas promissoras, tendências tecnológicas e fatores a considerar antes de investir.
Explore o potencial das ações de gaming num setor em crescimento. Conheça empresas promissoras, tendências tecnológicas e fatores a considerar antes de investir.
O mundo dos videojogos deixou de ser apenas uma forma de entretenimento e tornou-se uma das indústrias com maior crescimento global.
Com a ascensão de novas tecnologias, o aumento da base de utilizadores e a integração de experiências imersivas como o metaverso, o setor está a captar a atenção de cada vez mais investidores.
No entanto, será que investir em ações de gaming representa uma oportunidade para quem pretende diversificar a carteira?
Na XTB, acreditamos que investir, poupar e negociar de um modo informado é indispensável para tomar decisões conscientes. Por esse motivo, analisamos as principais tendências da indústria dos videojogos, os riscos envolvidos e os indicadores mais relevantes para avaliar empresas de videojogos cotadas em bolsa.
Ao longo deste artigo, explicamos também porque é que esta indústria continua a crescer, quais são as empresas líderes de gaming e onde poderão surgir as maiores oportunidades no setor de gaming nos próximos anos.
Porque é que o setor de gaming continua a crescer?
A indústria dos videojogos ultrapassou há muito o estatuto de nicho cultural. Atualmente, é um dos pilares do entretenimento digital, com receitas globais superiores às da música e do cinema combinadas.
Mas o que está por detrás deste crescimento sustentado e porque é que continua a atrair investidores? Passemos à análise.
1. Expansão demográfica e cultural
O gaming deixou de ser um passatempo associado aos adolescentes. Atualmente, mais de 3 mil milhões de pessoas jogam em todo o mundo, abrangendo diferentes faixas etárias, géneros e contextos sociais.
Esta diversificação ampliou o universo de potenciais consumidores e abriu espaço para experiências mais sofisticadas, de jogos didáticos a simuladores empresariais.
Além disso, o gaming transformou-se num fenómeno cultural global. Franchises como Fortnite, League of Legends e Call of Duty tornaram-se marcas transversais da indústria do entretenimento, com eventos ao vivo, colaborações com celebridades e transmissões em plataformas como o Twitch e o YouTube.
2. Inovação tecnológica
O crescimento do setor também está intimamente ligado à evolução tecnológica.
O desenvolvimento de gráficos em tempo real, inteligência artificial, computação na cloud e motores de jogo, como o Unreal Engine 5, permite experiências imersivas cada vez mais realistas.
Estas inovações não só tornam os jogos mais apelativos, como também reduzem as barreiras de entrada para novos produtores, potenciando a criação de conteúdos independentes de grande alcance.
3. Modelos de negócio escaláveis
As empresas de gaming adotaram modelos altamente escaláveis, como os jogos free-to-play com microtransações, as subscrições mensais (Xbox Game Pass, PlayStation Plus) e os marketplaces digitais (Steam, Epic Games Store).
Este modelo permite às empresas gerarem receitas recorrentes com margens elevadas, o que se reflete positivamente na sua avaliação em bolsa.
4. Diversificação da indústria
A indústria expandiu-se a áreas como o mobile gaming, os eSports, a realidade virtual e o metaverso, setores que exploraremos ao longo deste artigo.
Esta diversificação torna o setor mais resiliente, capaz de responder a diferentes ciclos de consumo e adoção tecnológica.
As empresas de gaming mais fortes para 2026
Com a evolução da indústria dos videojogos e o crescimento sustentado da sua base de utilizadores, várias empresas líderes de gaming destacam-se pelos seus posicionamento estratégico, capacidade de inovação e diversificação de receitas.
Ao observar o setor com uma perspetiva de médio prazo, especialmente até 2026, é possível identificar grupos com forte presença global e exposição a segmentos promissores como o mobile, os eSports e o metaverso.
1. Empresas com vasto portefólio de títulos
A Microsoft (Xbox Game Studios) e a Sony (PlayStation Studios) têm dominado o mercado com jogos AAA e ecossistemas fechados que geram receitas recorrentes através de microtransações e vendas digitais.
Ambas as empresas apostam fortemente em serviços por subscrição, como o Game Pass e o PS Plus, que permitem aumentar a previsibilidade das receitas.
Já a Nintendo mantém-se como um caso singular no setor: com uma estratégia focada em IPs exclusivas (Mario, Zelda, Pokémon) e um forte apelo intergeracional, continua a registar margens de lucro elevadas e uma comunidade de fãs particularmente leal.
2. A força dos publishers independentes
Empresas como a Take-Two Interactive, a Electronic Arts (EA) e a Activision Blizzard (agora integrada na Microsoft) operam com modelos híbridos.
Títulos anuais (como FIFA, NBA 2K) e jogos com ciclos de vida prolongados (Call of Duty, GTA Online) permitem maximizar o valor ao longo do tempo.
Estas empresas investem fortemente nos chamados games-as-a-service (GaaS), um modelo que procura prolongar a relevância de um título por vários anos, através de atualizações, passes de temporada e eventos in-game.
3. Mobile-first e expansão nos mercados emergentes
A chinesa Tencent permanece como uma das maiores forças globais da indústria.
Com participações em diversos estúdios internacionais e um vasto portefólio de títulos mobile, como Honor of Kings e PUBG Mobile, a empresa está particularmente bem posicionada para capitalizar o crescimento dos jogos online e mobile nos mercados asiático e africano.
Por outro lado, empresas como a Sea Limited (Garena) têm reforçado a sua posição no Sudeste Asiático, em África e na América Latina, regiões com forte penetração de smartphones e elevada taxa de adoção de jogos gratuitos com compras integradas.
4. Tecnológicas com ambições no gaming
Empresas tecnológicas como a Apple, a Meta e a Alphabet (Google) também se têm aproximado do setor.
Ainda que os seus produtos de hardware ou serviços de cloud gaming nem sempre tenham tido tração (p. ex.: Stadia), o gaming permanece um vetor de crescimento estratégico, quer pelo aumento da utilização de iPhones para jogos mobile, quer pelo desenvolvimento de experiências de realidade aumentada (AR) e virtual (VR), como no caso do Apple Vision Pro e do Meta Quest 3.
O impacto do mobile gaming nas ações globais
O mobile gaming representa atualmente o maior segmento da indústria dos videojogos em termos de receitas.
Segundo estimativas recentes, o mercado global de jogos para dispositivos móveis ultrapassou os 90 mil milhões de dólares em 2024, o que corresponde a mais de 50% das receitas totais da indústria.
Este crescimento tem implicações diretas na valorização das ações de gaming de empresas com forte presença neste segmento.
1. Acesso massificado e custo reduzido
Os smartphones tornaram-se a plataforma de jogo mais acessível a nível global.
Em mercados emergentes, como Índia, Sudeste Asiático, América Latina ou África, o smartphone é, muitas vezes, o único dispositivo de acesso à Internet e ao entretenimento digital.
Isto abriu caminho a um novo perfil de consumidor, mais casual e disposto a jogar gratuitamente, mas recetivo a compras integradas, como skins, passes de batalha ou moedas virtuais.
Este modelo freemium gera receitas constantes e escala com facilidade, beneficiando as empresas que apostam nesta estratégia.
2. Empresas beneficiadas pelo mobile gaming
Empresas como a Tencent, a NetEase e a Zynga (agora integrada na Take-Two) posicionaram-se como líderes no setor mobile, com títulos adaptados a diferentes geografias e culturas.
Em mercados ocidentais, jogos como Candy Crush (Activision), Clash of Clans (Supercell, detida pela Tencent) ou Roblox têm mantido níveis impressionantes de utilizadores ativos diários (Daily Active Users - DAUs), um indicador frequentemente analisado por investidores.
Além dos produtores de jogos, outras empresas beneficiam indiretamente desta tendência:
- Fabricantes de hardware mobile (Apple, Qualcomm, MediaTek), cujos processadores otimizados para gaming são um diferencial competitivo;
- Plataformas de distribuição (Google Play, App Store), que cobram comissões sobre as transações realizadas dentro das apps;
- Empresas de publicidade digital, uma vez que muitos jogos gratuitos monetizam através de anúncios segmentados.
3. Inovação no modelo de negócio
O mobile gaming também tem impulsionado a monetização baseada em dados, com sistemas que personalizam experiências, ofertas e publicidade em tempo real.
Esta capacidade de recolher, analisar e ativar dados do utilizador final traduz-se em modelos de negócio mais rentáveis, um fator que os mercados financeiros tendem a valorizar.
Além disso, o mobile tem vindo a convergir com outras tendências, como o streaming de jogos, o crossplay entre plataformas e até o blockchain gaming, criando novas oportunidades para empresas tecnológicas e editoras inovadoras.
Realidade virtual e metaverso: novas oportunidades
A integração entre o gaming, a realidade virtual (VR) e o metaverso está a criar um novo universo de possibilidades na indústria.
Embora ainda em fase de desenvolvimento e com adoção desigual, estes conceitos estão a impulsionar o investimento tecnológico e a reconfigurar a forma como as empresas pensam o futuro dos videojogos, o que tem impacto direto no desempenho das ações de gaming, sobretudo em empresas expostas a este tipo de inovação.
1. A evolução da realidade virtual aplicada ao gaming
O mercado da realidade virtual continua a crescer, impulsionado por dispositivos como o Meta Quest 3, o PlayStation VR2 e, mais recentemente, o Apple Vision Pro.
Estes aparelhos oferecem experiências mais imersivas e interativas, reduzindo a fricção entre o jogador e o ambiente.
Ainda que o VR represente atualmente uma fatia minoritária das receitas da indústria, o seu crescimento é constante. Aliás, estima-se que o número de utilizadores ativos de realidade virtual no gaming ultrapasse os 50 milhões até 2026, criando um nicho sólido no setor.
Empresas como a Meta Platforms, a Sony e a Valve têm investido em ecossistemas próprios que combinam hardware, software e marketplaces digitais, um modelo que, se bem-sucedido, pode traduzir-se em novas fontes de receita e fidelização do utilizador.
2. O conceito de metaverso no gaming
Embora o entusiasmo em torno do metaverso tenha arrefecido em parte desde o pico mediático de 2021-2022, algumas empresas continuam a explorar este conceito como uma extensão natural do gaming social.
Plataformas como Roblox, Fortnite (Epic Games) e Decentraland já integram funcionalidades típicas do metaverso, como avatares personalizados, eventos ao vivo, economia virtual e interoperabilidade entre experiências.
Para os investidores, o interesse reside na monetização de ativos digitais (NFTs, skins, terrenos virtuais) e no potencial de crescimento da economia digital imersiva, embora este seja um território ainda especulativo e com riscos relevantes, como a adoção limitada, os elevados custos de desenvolvimento e a ausência de padrões tecnológicos.
3. Oportunidades e desafios
Empresas cotadas com forte investimento em tecnologias imersivas tendem a atrair atenção em momentos de otimismo do mercado, mas também estão sujeitas a maior volatilidade.
Por essa razão, ao analisar ações de metaverso ou de realidade virtual, é fundamental considerar:
- A maturidade do produto;
- A adesão real por parte dos utilizadores;
- A sustentabilidade do modelo económico.
Além disso, é importante distinguir entre empresas tecnológicas que fornecem infraestruturas para o metaverso (como processadores, cloud computing e gráficos 3D) e as que desenvolvem diretamente experiências de jogo imersivas.
eSports: um mercado que atrai investidores
Os eSports evoluíram de torneios amadores para um ecossistema profissional global, com audiências que rivalizam com as dos maiores eventos desportivos do mundo.
Esta transformação tem atraído não só patrocinadores e marcas, mas também investidores atentos às oportunidades de crescimento neste segmento específico da indústria dos videojogos.
1. Crescimento da audiência global
De acordo com estimativas recentes, a audiência global de eSports rondou 640 milhões de espectadores em 2025, com crescimento contínuo previsto até 2026.
Plataformas como Twitch, YouTube Gaming e Kick têm sido fundamentais para democratizar o acesso a eventos, permitindo que fãs acompanhem competições de jogos como League of Legends, Counter-Strike 2, Valorant e Dota 2 em tempo real.
O fenómeno também tem atraído públicos fora do tradicional universo gamer, com transmissões televisivas, parcerias com ligas desportivas e até apostas reguladas em determinadas competições.
2. Modelos de receita profissionalizados
A economia dos eSports deixou de depender exclusivamente da bilheteira ou de prémios monetários. Atualmente, as fontes de receita incluem:
- Direitos de transmissão e media;
- Patrocínios e naming rights (p. ex.: Intel Extreme Masters);
- Venda de merchandising e produtos licenciados;
- Franchising de equipas e ligas;
- Conteúdos exclusivos e interativos para subscritores.
Tal como no desporto tradicional, o valor das equipas é influenciado pelo desempenho competitivo, pela base de fãs e pelo potencial de monetização.
Algumas organizações de eSports, como a FaZe Clan, a Team Liquid e a Cloud9, têm sido alvo de rondas de financiamento ou reestruturações societárias que atraíram investidores importantes.
A FaZe Clan entrou no mercado de capitais através de uma fusão com uma Special-Purpose Acquisition Company (SPAC), tornando-se uma empresa cotada no NASDAQ. Outras, como a Team Liquid e a Cloud9, cresceram com apoio de investidores estratégicos.
3. Ações de eSports e empresas envolvidas
Embora a maioria das equipas não esteja cotada, existem empresas com forte exposição ao setor dos eSports através de patrocínios, organização de eventos ou produção de jogos com circuitos competitivos. É o caso de:
- Riot Games (League of Legends, Valorant), pertencente à Tencent;
- Activision Blizzard (Call of Duty League, Overwatch League);
- Nvidia e AMD, que produzem placas gráficas utilizadas em jogos competitivos;
- Logitech e Corsair, fabricantes de periféricos específicos para eSports;
- Huya e DouYu, plataformas chinesas de streaming focadas em eSports.
Ao avaliar ações de eSports, é fundamental compreender o nível de envolvimento da empresa na cadeia de valor competitiva, seja como organizadora, fornecedora de infraestruturas ou plataforma de distribuição.
Riscos de investir em ações de videojogos
Apesar do elevado potencial de crescimento, o investimento em ações de gaming envolve riscos específicos que vale a pena considerar.
Como em qualquer outro setor tecnológico e de entretenimento, a volatilidade, a dependência de tendências culturais e o contexto macroeconómico podem influenciar significativamente o desempenho destas ações.
1. Ciclos de sucesso e fracasso
Ao contrário de setores com receitas mais previsíveis, a indústria dos videojogos depende fortemente do sucesso de lançamentos individuais. Um título com receção negativa da crítica ou da comunidade pode comprometer os resultados trimestrais de uma empresa, afetando a sua cotação em bolsa.
Mesmo as empresas consolidadas enfrentam riscos reputacionais quando lançam jogos incompletos ou com problemas técnicos, como se viu em casos mediáticos de lançamentos apressados nos últimos anos, como o jogo Cyberpunk 2077, da CD Projekt Red. A pressão por resultados rápidos pode prejudicar a qualidade e impactar diretamente o desempenho financeiro.
2. Concorrência intensa e baixa fidelização
A fidelidade dos consumidores no gaming tende a ser volátil. As preferências mudam rapidamente, e novas empresas ou modelos de jogo podem atrair massas de utilizadores em pouco tempo, desafiando o domínio de gigantes estabelecidos.
A proliferação de jogos gratuitos com conteúdo exclusivo, mecânicas inovadoras ou influenciadores associados pode esvaziar a base de utilizadores de títulos mais antigos, mesmo que ainda sejam lucrativos.
3. Regulação e questões legais
Alguns modelos de monetização populares no setor, como loot boxes ou microtransações direcionadas a menores, têm sido alvo de debate e medidas regulatórias em vários países.
A imposição de novas regras pode afetar diretamente as fontes de receita recorrente de determinadas empresas, sobretudo no mobile gaming.
Adicionalmente, fusões e aquisições de grande escala, como a da Activision Blizzard pela Microsoft, são frequentemente escrutinadas pelas autoridades reguladoras devido a preocupações com a concorrência e as práticas de mercado.
4. Dependência de plataformas tecnológicas
Muitas empresas de gaming dependem de plataformas como o Steam, a PlayStation Network, a App Store e o Google Play para distribuírem os seus jogos.
Alterações nas comissões, nas regras de monetização ou até nos algoritmos de visibilidade podem impactar negativamente o desempenho de um jogo no mercado e, consequentemente, os resultados da empresa.
Indicadores para analisar empresas de gaming
Antes de investir em ações de gaming, é fundamental compreender os indicadores que permitem avaliar o desempenho, a solidez e o potencial de crescimento de uma empresa no setor dos videojogos.
Embora partilhem algumas métricas comuns a outras empresas cotadas, as empresas de videojogos apresentam também especificidades que devem ser consideradas.
1. Receitas recorrentes e diversificação de produtos
Um dos principais sinais de maturidade financeira no setor é a capacidade de gerar receitas recorrentes, seja através de subscrições, compras dentro do jogo (microtransações), merchandising ou conteúdos adicionais (DLCs, passes de temporada). As empresas que dependem exclusivamente de lançamentos pontuais tendem a ser mais vulneráveis à volatilidade.
Além disso, a diversificação do portefólio em termos de géneros, plataformas (PC, consola, mobile) e modelos de negócio contribui para a estabilidade e reduz a exposição a fracassos comerciais isolados.
2. Número de utilizadores ativos (MAU/DAU)
As métricas de utilizadores ativos mensais (Monthly Active Users - MAU) e diários (DAU) são essenciais para medir a atração e a retenção de jogadores. Um crescimento sustentado nestes indicadores pode sinalizar boa aceitação no mercado e eficácia nas estratégias de engagement.
É importante acompanhar também o tempo médio de jogo por utilizador, a taxa de retorno e o número de jogadores pagantes em jogos free-to-play, já que estas métricas estão diretamente ligadas à rentabilidade.
3. Capacidade de lançamento e inovação
A cadência de lançamentos bem-sucedidos e a capacidade de inovar em mecânicas de jogo, gráficos, narrativa e monetização são elementos diferenciadores no setor. Os investidores devem analisar:
- A pipeline de jogos em desenvolvimento;
- As parcerias com estúdios externos;
- Os investimentos em novos motores de jogo, inteligência artificial ou realidade aumentada/virtual.
As empresas que combinam IPs consolidadas com apostas em novas franquias costumam apresentar melhor desempenho a longo prazo.
4. Rentabilidade e margem operacional
Como em qualquer avaliação de empresas cotadas, é essencial analisar indicadores financeiros como:
- Margem bruta e margem operacional;
- Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization - EBITDA);
- Fluxo de caixa livre;
- Rácio preço/lucro (P/E ratio);
- Endividamento e liquidez.
No entanto, no caso das empresas de gaming, estas métricas devem ser analisadas em conjunto com o contexto de desenvolvimento de novos jogos, já que os ciclos de investimento são mais irregulares.
5. Estratégia de expansão e presença internacional
O crescimento em mercados como a Ásia, a América Latina e África representa uma grande oportunidade.
A avaliação da presença geográfica e da capacidade de localização de conteúdos (tradução, adaptação cultural, parcerias locais) pode ajudar a identificar empresas mais preparadas para escalar globalmente.
Em suma, a análise de ações de empresas de videojogos requer uma abordagem que alie a leitura financeira tradicional à compreensão do comportamento dos consumidores digitais e das dinâmicas próprias do setor.
Plataformas como a XTB permitem aceder a ferramentas de análise técnica e fundamental (assim como a gráficos avançados) para estudar estes indicadores com maior profundidade.
Gaming no futuro: onde poderão surgir novos gigantes?
A indústria dos videojogos tem demonstrado uma notável capacidade de adaptação e reinvenção, abrindo caminho para o surgimento de novos protagonistas em áreas emergentes.
Ao olhar para o futuro do setor, é importante identificar os espaços onde poderão nascer as próximas empresas de referência que, em poucos anos, disputarão o lugar entre os líderes globais do gaming.
1. Mercados emergentes e gaming regionalizado
O crescimento da penetração da Internet móvel em regiões como a Índia, o Sudeste Asiático, o Médio Oriente, a América Latina e África está a criar condições únicas para o surgimento de estúdios e plataformas locais com forte adesão regional.
Jogos adaptados a contextos culturais específicos e com requisitos técnicos mais leves têm demonstrado capacidade de atrair milhões de utilizadores ativos mensais.
2. Plataformas de criação comunitária
Jogos como Roblox ou Fortnite Creative abriram espaço para a criação de experiências pelos próprios utilizadores.
Este modelo de plataformas abertas, em que os jogadores não são apenas consumidores, mas também criadores de conteúdo, tem potencial para descentralizar o poder criativo e gerar novos ecossistemas económicos.
As start-ups que facilitem o acesso a ferramentas de desenvolvimento, monetização e partilha de experiências poderão desempenhar um papel central nesta nova fase do setor.
3. Integração com inteligência artificial e novas tecnologias
O avanço das inteligência artificial generativa, computação em cloud e realidade aumentada está a mudar profundamente os processos de desenvolvimento, design e narrativa nos videojogos.
As empresas que integrem estas tecnologias de forma eficaz, seja para gerarem conteúdos personalizados, melhorarem a experiência de jogo ou otimizarem recursos de produção, poderão ganhar tração junto de jogadores e investidores.
Além disso, o gaming baseado em blockchain, apesar de ainda estar em fase exploratória, continua a ser observado como uma possível via para novas formas de propriedade digital, interoperabilidade entre jogos e modelos económicos descentralizados.
4. Sustentabilidade e impacto social
O aumento da consciencialização ambiental e social poderá dar origem a novos nichos de mercado no gaming.
Jogos com impacto educativo, foco em sustentabilidade ou mensagens sociais poderão destacar-se junto de audiências mais jovens e conscientes, criando oportunidades para estúdios com propostas diferenciadoras.
Para terminar
O setor do gaming evoluiu muito para além do entretenimento.
Atualmente, é uma indústria global, dinâmica e tecnologicamente avançada, com modelos de negócio escaláveis, audiências massivas e múltiplas vias de monetização.
Com a crescente influência de segmentos como o mobile gaming, os eSports, a realidade virtual, o metaverso e as economias digitais imersivas, o setor oferece um leque diversificado de oportunidades para investidores informados.
Contudo, como em qualquer outro mercado, o investimento neste setor exige uma análise criteriosa, acompanhamento contínuo e uma compreensão profunda das dinâmicas culturais e tecnológicas envolvidas. A volatilidade, a concorrência e os riscos regulatórios devem ser considerados na avaliação de cada empresa.
Na XTB, disponibilizamos uma plataforma avançada para quem pretende investir, poupar e negociar autonomamente, com acesso a ferramentas analíticas de elevada qualidade.
Se procura explorar o potencial das ações de gaming com mais confiança, comece por conhecer a plataforma xStation 5 da XTB e aceda a ferramentas de análise, formação e acompanhamento de mercado num único local.
FAQ
São ações de empresas cotadas em bolsa que atuam no setor dos videojogos, incluindo estúdios de desenvolvimento, distribuidores, plataformas de streaming e fabricantes de hardware.
Funcionam como qualquer outro ativo cotado, variando consoante o desempenho da empresa e do mercado.
É essencial analisar indicadores como receitas recorrentes, base de utilizadores ativos, capacidade de inovação, diversificação do portefólio e exposição a tendências como mobile gaming, eSports ou realidade virtual.
Entre os riscos estão a volatilidade do setor, a dependência de lançamentos individuais, a concorrência intensa, possíveis alterações regulatórias e a dependência de plataformas externas de distribuição.
Embora apresente oportunidades atrativas, o setor pode ser complexo e volátil. Por isso, é recomendável que os investidores iniciantes se informem adequadamente e utilizem ferramentas de análise antes de tomarem decisões.
Através da plataforma xStation 5 da XTB, é possível aceder a gráficos em tempo real, análises técnicas e fundamentais, listas de observação personalizadas e conteúdos educativos para acompanhar o setor de forma mais informada.
Como investir em ações financeiras: Fatores-chave que todo investidor deve saber
Investimento em BDCs: guia para iniciantes no crédito privado
Qual é a diferença entre stocks e CFDs?
Este material é uma comunicação de marketing na aceção do artigo 24.º, n.º 3, da Diretiva 2014/65 / UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, sobre os mercados de instrumentos financeiros e que altera a Diretiva 2002/92 / CE e Diretiva 2011/61/ UE (MiFID II). A comunicação de marketing não é uma recomendação de investimento ou informação que recomenda ou sugere uma estratégia de investimento na aceção do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril de 2014 sobre o abuso de mercado (regulamentação do abuso de mercado) e revogação da Diretiva 2003/6 / CE do Parlamento Europeu e do Conselho e das Diretivas da Comissão 2003/124 / CE, 2003/125 / CE e 2004/72 / CE e do Regulamento Delegado da Comissão (UE ) 2016/958 de 9 de março de 2016 que completa o Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito às normas técnicas regulamentares para as disposições técnicas para a apresentação objetiva de recomendações de investimento, ou outras informações, recomendação ou sugestão de uma estratégia de investimento e para a divulgação de interesses particulares ou indicações de conflitos de interesse ou qualquer outro conselho, incluindo na área de consultoria de investimento, nos termos do Código dos Valores Mobiliários, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de Novembro. A comunicação de marketing é elaborada com a máxima diligência, objetividade, apresenta os factos do conhecimento do autor na data da preparação e é desprovida de quaisquer elementos de avaliação. A comunicação de marketing é elaborada sem considerar as necessidades do cliente, a sua situação financeira individual e não apresenta qualquer estratégia de investimento de forma alguma. A comunicação de marketing não constitui uma oferta ou oferta de venda, subscrição, convite de compra, publicidade ou promoção de qualquer instrumento financeiro. A XTB, S.A. - Sucursal em Portugal não se responsabiliza por quaisquer ações ou omissões do cliente, em particular pela aquisição ou alienação de instrumentos financeiros. A XTB não aceitará a responsabilidade por qualquer perda ou dano, incluindo, sem limitação, qualquer perda que possa surgir direta ou indiretamente realizada com base nas informações contidas na presente comunicação comercial. Caso o comunicado de marketing contenha informações sobre quaisquer resultados relativos aos instrumentos financeiros nela indicados, estes não constituem qualquer garantia ou previsão de resultados futuros. O desempenho passado não é necessariamente indicativo de resultados futuros, e qualquer pessoa que atue com base nesta informação fá-lo inteiramente por sua conta e risco.