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Como investir em computação quântica: ações e ETF (QTUM) de uma tecnologia emergente

Investir em computação quântica é apostar numa tecnologia emergente com potencial disruptivo, ainda que especulativa. Explicamos-lhe como funcionam as principais ações (IonQ, Rigetti, D-Wave), o ETF QTUM e a alternativa UCITS da VanEck, acessível a investidores na Europa.

Investir em computação quântica é apostar numa tecnologia emergente com potencial disruptivo, ainda que especulativa. Explicamos-lhe como funcionam as principais ações (IonQ, Rigetti, D-Wave), o ETF QTUM e a alternativa UCITS da VanEck, acessível a investidores na Europa.

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A computação quântica já não é um mero tema de laboratório; pelo contrário, em 2025 e 2026, tornou-se um dos assuntos mais discutidos nos mercados financeiros.

Entre anúncios técnicos de grandes tecnológicas como Google, IBM, Microsoft e NVIDIA e milhares de milhões de dólares a entrarem noutras empresas do setor, cada vez mais investidores particulares querem perceber como podem investir em computação quântica de um modo devidamente informado e não apenas por uma questão de estar na moda.

Na XTB, pode investir, poupar e negociar a partir de uma única plataforma, sendo que acreditamos piamente que qualquer decisão de investimento deve ser tomada com informação completa tanto sobre oportunidades como riscos.

Este artigo explica-lhe em que consiste a computação quântica, porque está a atrair tanto capital, quais são as principais ações do setor, como funciona o ETF QTUM nos Estados Unidos (EUA) e qual é a alternativa europeia disponível (o ETF UCITS de computação quântica da VanEck), que, ao contrário do QTUM, pode efetivamente ser adquirida por investidores de retalho em Portugal.

O que é a computação quântica e porque se tornou um tema de investimento?

Resumidamente, um computador quântico não substitui o computador clássico, mas complementa-o. Em vez de bits que só podem valer 0 ou 1, a computação quântica utiliza qubits, que, graças a fenómenos como a sobreposição e o entrelaçamento quântico, conseguem explorar simultaneamente múltiplos caminhos de cálculo.

Isto torna a tecnologia particularmente promissora em áreas como a descoberta de novos fármacos e materiais, a otimização logística, os serviços financeiros e a criptografia, embora seja, pelo menos para já, irrelevante para o uso informático do dia a dia.

O interesse dos investidores acompanha projeções de crescimento muito significativas, ainda que se trate de estimativas de mercado e não de garantias:

  • Segundo o «McKinsey Quantum Technology Monitor 2026», da consultora homónima, a computação quântica poderá gerar entre 1,3 e 2,7 biliões de dólares em valor económico até 2035, com o mercado direto de hardware e software estimado entre 43 e 71 mil milhões de dólares nesse mesmo horizonte;
  • A mesma análise estima que as empresas do setor já faturaram mais de mil milhões de dólares em 2025, um valor que poderá crescer para 4,4 mil milhões até 2028, com o investimento em start-ups quânticas a atingir 12,6 mil milhões de dólares em 2025 (6,3 vezes mais do que em 2024);
  • A consultora MarketsandMarkets prevê que o mercado global de computação quântica cresça de cerca de 3,5 mil milhões de dólares em 2025 para mais de 20 mil milhões em 2030.

Estas são projeções de crescimento e não previsões garantidas, ou seja, dependem de avanços tecnológicos que ainda estão por confirmar em larga escala, sendo que a generalidade dos analistas reconhece que há um intervalo considerável de incerteza nestas estimativas.

Os marcos técnicos que estão a alimentar o entusiasmo (2025-26)

Eis os principais desenvolvimentos que têm impulsionado as ações e os ETF do setor:

Google: “Willow” e “Quantum Echoes”

Em dezembro de 2024, a Google apresentou o chip quântico “Willow”, com 105 qubits, e efetuou a primeira demonstração de correção de erros que efetivamente melhora à medida que o número de qubits é incrementado.

Em outubro de 2025, foi publicado na revista Nature o algoritmo “Quantum Echoes”, que a empresa descreve como a primeira demonstração verificável de vantagem quântica, isto é, um cálculo repetível noutras máquinas e não apenas um resultado isolado.

IBM: roteiro para a tolerância a falhas

Em junho de 2025, a IBM divulgou o seu roteiro para o “IBM Quantum Starling”, um computador quântico tolerante a falhas em larga escala previsto para 2029, com marcos intermédios já em 2025, 2026 e 2027.

Microsoft: “Majorana 1”

Em fevereiro de 2025, a Microsoft anunciou um chip baseado em qubits topológicos que classifica como um passo potencialmente comparável à criação do transístor.

Importa referir que este anúncio gerou debate na comunidade científica: alguns revisores da Nature consideraram que os dados publicados não demonstravam de forma conclusiva a presença dos estados quânticos reivindicados, o que ilustra bem como este continua a ser um campo em rápida evolução e, por vezes, contestado.

NVIDIA: a ponte entre GPU e computadores quânticos

A NVIDIA não fabrica computadores quânticos, mas lançou, em outubro de 2025, a arquitetura aberta “NVQLink”, que liga processadores quânticos a supercomputadores baseados em GPU, com a Rigetti e a IonQ como parceiras iniciais.

Os comentários do diretor-geral Jensen Huang sobre os prazos de maturação da tecnologia têm, por si só, provocado oscilações acentuadas nas ações do setor, prova de que este ainda é um mercado sensível ao sentimento.

Os riscos de investir numa tecnologia ainda em fase inicial

Antes de olhar para ações e ETF específicos, é essencial equilibrar o entusiasmo com uma leitura realista dos riscos, que são substanciais:

Tecnologia ainda imatura

A generalidade dos especialistas concorda que as aplicações comerciais em larga escala e com impacto económico generalizado poderão estar ainda a vários anos de distância.

A correção de erros e a estabilidade dos qubits continuam a ser desafios de engenharia por resolver por completo.

Empresas sem lucros e valorizações muito elevadas

Nenhuma das principais empresas “pure-play” de computação quântica (IonQ, Rigetti, D-Wave, Quantum Computing Inc.) foi lucrativa em 2025/26, com diversas análises de mercado a apontarem múltiplos de valorização (preço/vendas) significativamente acima da média das maiores empresas tecnológicas cotadas, o que reflete expectativas bastante otimistas já incorporadas no preço destas ações.

Volatilidade elevada, do tipo “ação meme”

É frequente que estas ações se movam em bloco, com variações diárias de dois dígitos percentuais (tanto em alta como em baixa) associadas a declarações de responsáveis do setor, resultados trimestrais ou notícias sobre parcerias.

Risco de “bolha” identificado por vários analistas

Vários comentadores de mercado alertaram, já em 2026, para o risco de uma correção acentuada nas ações quânticas mais especulativas, historicamente comum em fases iniciais de temas tecnológicos emergentes (o que também aconteceu, por exemplo, com outras vagas de entusiasmo tecnológico no passado).

Dependência do sentimento de mercado

Os comentários de figuras influentes da indústria, decisões de taxas de juro e o apetite geral pelo risco têm um impacto desproporcional no preço destas ações, mais até do que o que aconteceria com empresas de setores maduros.

Dado este perfil de risco, faz sentido tratar a computação quântica como uma aposta temática e satélite dentro de uma carteira diversificada e não como uma posição central, como veremos mais adiante.

3 formas de obter exposição à computação quântica

1. Ações de quantum computing “pure-play”

Estas são empresas cujo negócio está concentrado quase exclusivamente em hardware ou software de computação quântica, com maior potencial de valorização, mas também com um perfil de risco mais elevado.

IonQ (NYSE: IONQ)

A IonQ recorre a iões aprisionados e vende acesso à sua tecnologia através de plataformas em cloud como a Amazon Web Services (AWS) e a Microsoft Azure.

É atualmente a maior das “pure-plays” por receita: segundo os seus próprios comunicados à Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA, registou 130 milhões de dólares em receitas em 2025 (mais 202% face a 2024) e reviu em alta as suas projeções para 2026.

A empresa reportou também uma posição de tesouraria robusta e sem dívidas, reforçada por aquisições como a Oxford Ionics. Ainda assim, mantém-se numa fase de crescimento acelerado sem lucro operacional.

Rigetti Computing (NASDAQ: RGTI)

A Rigetti aposta em chips supercondutores modulares e assenta a sua receita ainda maioritariamente em contratos de investigação e governamentais, pelo que a base de faturação é significativamente menor do que a da IonQ.

Recebeu, em 2026, uma participação de capital não controlada do Governo dos EUA, um sinal do interesse estratégico na tecnologia, mas também um lembrete de que este setor continua dependente de financiamento externo.

D-Wave Quantum (NYSE: QBTS)

A D-Wave Quantum segue uma abordagem diferente, o “quantum annealing”, focada na otimização, com alguma tração comercial mais precoce junto de clientes empresariais.

É a única das empresas até agora listadas a desenvolver simultaneamente sistemas de “annealing” e “gate model”, diversificando as apostas tecnológicas no próprio setor.

Quantum Computing Inc. (NASDAQ: QUBT)

A Quantum Computing Inc. é a mais pequena e especulativa das quatro, com uma abordagem baseada em computação fotónica.

Todas estas ações estão disponíveis para negociação na XTB, juntamente com mais de 9700 ações e ETF europeus e norte-americanos.

2. Gigantes tecnológicas diversificadas com divisões de computação quântica

Para quem prefere um perfil de risco mais moderado, vale a pena considerar empresas cuja exposição à computação quântica constitui apenas uma parte (geralmente pequena) de um negócio muito maior e já rentável, por exemplo:

  • IBM;
  • Alphabet/Google;
  • Microsoft;
  • NVIDIA;
  • Honeywell (através da sua participação na Quantinuum).

Estas empresas beneficiam de eventuais avanços do setor sem dependerem do mesmo para sobreviverem, o que reduz (mas não elimina) a volatilidade específica associada às “pure-plays”.

Esta lógica de diversificação é semelhante à que discutimos nos nossos artigos sobre como investir em ações de inteligência artificial (IA) e em ações de semicondutores, já que muitas destas empresas aparecem simultaneamente nos temas de IA, semicondutores e computação quântica.

3. ETF de computação quântica: QTUM e a alternativa europeia

Para quem prefere não escolher ações individuais, os ETF temáticos oferecem uma forma de diversificar a exposição a este setor numa única transação.

QTUM: Defiance Quantum ETF (EUA)

O QTUM, administrado pela gestora norte-americana Defiance ETFs, é o ETF de referência do setor e replica o índice BlueStar Quantum Computing and Machine Learning Index, com cerca de 85 posições globalmente diversificadas entre computação quântica e machine learning (ML). Foi lançado em setembro de 2018 e tem uma comissão de gestão (Total Expense Ratio – TER) de 0,40% ao ano.

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Em termos de desempenho histórico, segundo dados públicos disponíveis em plataformas como a StockAnalysis e a FinanceCharts, o QTUM valorizou cerca de 50,5% no ano civil de 2024 e 36,7% no ano civil seguinte.

Lembre-se de que o desempenho passado não é um indicador fiável de potenciais resultados: estes valores refletem um período de forte otimismo do mercado em relação ao tema e não devem ser extrapolados para o futuro.

O ponto mais importante para um investidor português: o QTUM é domiciliado nos EUA e não dispõe de um Documento de Informação Fundamental (KID) ao abrigo do Regulamento PRIIPs da União Europeia (UE).

Significa isto que, na generalidade dos casos, não pode ser adquirido por investidores de retalho na UE (incluindo em Portugal) através de corretoras europeias, estando normalmente acessível apenas a investidores classificados como profissionais. É por isso que, para efeitos práticos, o investidor de retalho português deve procurar a alternativa UCITS equivalente.

VanEck Quantum Computing UCITS ETF (QNTM/QUTM): a alternativa acessível na Europa

O VanEck Quantum Computing ETF UCITS foi lançado a 21 de maio de 2025 como o primeiro ETF de computação quântica disponível na Europa, estruturado precisamente para cumprir os requisitos UCITS (Undertakings for Collective Investment in Transferable Securities), tornando-o acessível a investidores de retalho da UE.

Principais características:

  • ISIN: IE0007Y8Y157;
  • Tickers: QNTM (London Stock Exchange, em USD), QNTG (London Stock Exchange, em GBP) e QUTM (Deutsche Börse Xetra, em EUR);
  • Índice de referência: MarketVector Global Quantum Leaders Index, com cerca de 30 empresas selecionadas pela sua exposição a receitas de computação quântica ou pelo número de patentes relevantes na área;
  • Comissão de gestão (TER): 0,55% ao ano;
  • Domicílio: Irlanda, o que garante o enquadramento regulatório UCITS;
  • Política: de acumulação (reinveste os dividendos, sem distribuição periódica);
  • Moeda base: dólar americano, sem cobertura cambial; mesmo a classe cotada em euros na Xetra mantém exposição indireta às flutuações do par EUR/USD, um fator a considerar, tal como explicamos no artigo sobre riscos cambiais e diversificação em ações estrangeiras.

O fundo cresceu de forma expressiva desde o seu lançamento: segundo dados da justETF e da própria VanEck, os ativos sob gestão passaram de cerca de 1 milhão de dólares em maio de 2025 para mais de 875 milhões em setembro de 2026.

Entre as principais posições da carteira, encontram-se nomes como:

Todas formam uma combinação de “pure-plays” e gigantes diversificadas que ilustra bem a lógica de diversificação de risco dentro do próprio tema.

A própria VanEck reconhece, na documentação do fundo, que o sucesso comercial da tecnologia continua incerto e que a exposição financeira do índice se estende para além das empresas estritamente “pure-play”, um lembrete útil de que mesmo um ETF diversificado sobre um tema emergente não elimina o risco; apenas o distribui.

Como investir em ações e ETF de computação quântica na XTB

Imagem azul a simular computação quântica
BlackJack3D/iStock

Depois de compreender quais as opções disponíveis, o passo seguinte é a execução. Na XTB, pode construir exposição à computação quântica de várias formas:

  • Ações e ETF individuais: através de uma conta de investimento, com acesso a mais de 9700 ações e ETF de mercados europeus e norte-americanos, incluindo ações fracionadas a partir de apenas 10 €, o que facilita começar com montantes reduzidos, mesmo em ações de cotação elevada;
  • ETF temáticos: consulte a nossa oferta de ETF para verificar a disponibilidade de ETF UCITS relacionados com este tema diretamente na plataforma xStation;
  • Planos de investimento: se preferir uma abordagem mais automatizada e diversificada, os planos de investimento da XTB permitem construir carteiras passivas com um máximo de 9 ETF, uma forma prática de combinar uma exposição temática com uma base mais ampla de diversificação;
  • Estrutura de custos: a XTB aplica 0% de comissão em ações e ETF até 100.000 € de volume de transações mensal; acima deste limite, aplica-se uma comissão de 0,2% (mínimo de 10 €), podendo aplicar-se um custo de conversão cambial de 0,5% em transações em moedas diferentes da da conta; pode consultar todos os detalhes na página de termos e taxas.

Se está a dar os primeiros passos na negociação de ações, os nossos artigos «7 passos para a sua primeira negociação na XTB» e «Como investir dinheiro em Portugal em 2026» são um excelente ponto de partida antes de avançar para temas mais especulativos como a computação quântica.

Como dimensionar esta aposta na sua carteira

Dado o perfil de risco acima descrito, apresentamos-lhe algumas ideias práticas a considerar, sem pressa e sem necessidade de decidir hoje:

  • Trate o tema como uma posição satélite e não central: muitos investidores preferem limitar a sua exposição a temas altamente especulativos a uma pequena percentagem da carteira total, mantendo o grosso do investimento em ativos mais diversificados e estabelecidos;
  • Prefira o ETF à concentração numa única ação, caso o seu objetivo seja captar o crescimento do tema sem depender do sucesso (ou fracasso) de uma empresa específica;
  • Defina um horizonte temporal realista: os próprios roteiros divulgados pela indústria (por exemplo, o marco de 2029 da IBM para a tolerância a falhas) sugerem que este é um tema de médio a longo prazo e não uma aposta a curto prazo;
  • Reveja periodicamente a sua tese de investimento, atualizando-a com dados de receita, novos contratos e desenvolvimento tecnológico, em vez de reagir apenas às oscilações diárias de preço.

Se quiser estruturar este raciocínio de forma mais ampla, o artigo «Como criar uma estratégia de investimento realista em 2026» explica-lhe como pode equilibrar temas de crescimento com os seus restantes objetivos financeiros.

Para terminar

A computação quântica reúne ingredientes que tornam qualquer tema de investimento apelativo: avanços técnicos genuínos, investimento crescente e projeções de mercado muito significativas.

Contudo, não deixa de ser também, pela sua própria natureza, uma tecnologia ainda em fase inicial, com empresas não lucrativas, valorizações exigentes e volatilidade elevada.

Para o investidor português, a decisão prática mais relevante talvez não seja em que ação apostar, mas sim escolher o veículo certo; aí, a distinção entre o QTUM norte-americano e o ETF UCITS de computação quântica da VanEck, acessível através de corretoras como a XTB, é a linha de partida.

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FAQ

É um tipo de computação que usa qubits (em vez dos tradicionais bits) para explorar simultaneamente múltiplos caminhos de cálculo através de fenómenos como a sobreposição e o entrelaçamento quântico. Não substitui os computadores atuais, mas pode acelerar drasticamente tarefas específicas, como a simulação de moléculas ou a otimização de sistemas complexos.

Porque combina avanços técnicos recentes (como o chip “Willow”, da Google, ou o roteiro da IBM para 2029) com projeções de mercado muito significativas, como a estimativa da McKinsey de até 2,7 biliões de dólares em valor económico até 2035. Ainda assim, trata-se de um setor em fase inicial, com riscos e incertezas elevados.

Entre as empresas “pure-play” mais mencionadas estão a IonQ (NYSE: IONQ), a Rigetti Computing (NASDAQ: RGTI) e a D-Wave Quantum (NYSE: QBTS). Os investidores com um perfil mais conservador podem optar por uma exposição indireta através de gigantes diversificadas como IBM, Alphabet/Google, Microsoft ou NVIDIA, que têm divisões dedicadas à tecnologia quântica no âmbito de negócios muito maiores e já lucrativos.

O QTUM é um ETF norte-americano gerido pela Defiance ETFs, que serve como referência de desempenho do setor, mas que, por não ter um KID PRIIPs, geralmente não pode ser comprado por investidores de retalho da União Europeia. O VanEck Quantum Computing UCITS ETF foi especificamente criado para cumprir os requisitos UCITS, sendo, por isso, a alternativa acessível para investidores portugueses.

Os principais riscos incluem: a imaturidade da própria tecnologia, com aplicações comerciais em larga escala ainda por confirmar; a falta de rentabilidade da generalidade das empresas “pure-play”; valorizações de mercado muito exigentes; elevada volatilidade a curto prazo, frequentemente associada a declarações de responsáveis do setor; e o risco de correções acentuadas, caso o entusiasmo do mercado arrefeça antes de a tecnologia atingir maturidade comercial.

João Cruz

Analista XTB

João Cruz é Analista de Mercados Financeiros na XTB Portugal, onde participa na produção de conteúdos educativos (artigos, vídeos e webinars) dirigidos a investidores de retalho. Possui experiência em trading e na análise de diferentes classes de ativos, com especial foco na análise técnica de índices e ETFs. Colabora com a Rankia na criação de conteúdos financeiros e publica análises de mercado em plataformas como o Investing Portugal. É ainda o criador do projeto From Trader to Trader, que integra um canal de YouTube dedicado à análise técnica de ativos financeiros e um blog com cerca de 400 artigos publicados sobre análise macroeconómica e análise técnica. Encontra-se atualmente em fase de conclusão da licenciatura em Finanças pela Universidade de Aveiro.

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