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Riscos cambiais e diversificação de investimentos em ações estrangeiras

As melhores ações para investir podem gerar ganhos ilusórios se o risco cambial for ignorado. Descubra como diversificar o seu portefólio com ações estrangeiras, cobrir a exposição cambial e reduzir custos ocultos neste guia da XTB para investidores portugueses.

As melhores ações para investir podem gerar ganhos ilusórios se o risco cambial for ignorado. Descubra como diversificar o seu portefólio com ações estrangeiras, cobrir a exposição cambial e reduzir custos ocultos neste guia da XTB para investidores portugueses.

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Em 2025, o euro valorizou cerca de 13% face ao dólar norte-americano, constituindo uma das maiores subidas anuais registadas em duas décadas.

Para um investidor português que tenha comprado ações nos Estados Unidos no início do ano passado, esta valorização poderá ter transformado um ganho bruto de 20% em Wall Street num retorno em euros próximo de zero. É esta a face menos visível (e muitas vezes subestimada) de investir em ações estrangeiras: o risco cambial.

Se está à procura das melhores ações para investir além-fronteiras, a XTB está aqui para ajudá-lo a investir, poupar e negociar de forma mais informada, precisamente a razão pela qual criámos este guia.

Pretendemos explicar-lhe como é que o câmbio afeta os seus resultados e como pode proteger-se e construir um portefólio verdadeiramente diversificado à escala global, sem surpresas desagradáveis no extrato de fim de ano.

Por que razão investir em ações estrangeiras pode fortalecer o seu portefólio

Os portugueses são, de forma geral, investidores cautelosos. Segundo dados do Banco de Portugal (BdP), as famílias portuguesas detinham 192,7 mil milhões de euros em depósitos bancários no final de 2024.

Trata-se de um valor recorde que representa mais de 21% do seu património líquido, a percentagem mais elevada de toda a Zona Euro, de acordo com o Banco Central Europeu (BCE). A preferência pelo imobiliário não fica atrás: a habitação representa cerca de 55% do património total dos portugueses.

Este padrão (concentração em depósitos e imobiliário, quase sempre denominados em euros e referenciados ao mercado doméstico) tem um nome em teoria financeira: home bias (ou viés doméstico).

O fenómeno foi estudado pelo BCE num artigo de investigação intitulado “Is home bias biased?”, da autoria de Claudia Lambert, Luis Molestina Vivar e Michael Wedow e publicado em 2024, que conclui que os investidores individuais tendem a sobrerreferenciar ativos do seu próprio país, contrariando os princípios da diversificação moderna de portefólio.

A diversificação geográfica não resolve todos os riscos (há que ser honesto em relação a isso), mas oferece vantagens estruturais que os dados históricos documentam, nomeadamente:

  • Acesso a economias em crescimento acelerado que não existem na bolsa nacional (tecnologia americana, farmacêutica suíça, consumo asiático);
  • Redução da correlação entre os ativos do portefólio: quando a economia europeia abranda, os mercados emergentes ou o Japão podem comportar-se de forma diferente;
  • Exposição a setores sub-representados em Portugal, como semicondutores, inteligência artificial (IA) ou biotecnologia;
  • Potencial de valorização cambial: quando a moeda do ativo aprecia face ao euro (embora este efeito funcione nos dois sentidos).

Na XTB, tem acesso a mais de 7000 ações reais em 16 mercados internacionais e mais de 1350 ETFs, com 0% de comissão até 100.000 € de volume mensal. Descubra como escolher as melhores ações para investir e como construir um portefólio de ações e ETFs através da nossa base de conhecimentos.

Importante: não se esqueça de que a rentabilidade do passado não é um indicador fiável de resultados futuros.

Como funciona o risco cambial ao investir fora da sua moeda-base

Quando compra ações estrangeiras denominadas numa moeda diferente do euro (p. ex., dólares americanos, ienes japoneses, libras esterlinas ou francos suíços), o seu retorno final em euros resulta de duas variáveis independentes: o desempenho do ativo e a variação da taxa de câmbio entre essa moeda e o euro.

A fórmula é simples, mas as implicações são profundas:

Retorno em euros = Retorno do ativo em moeda estrangeira ± Variação cambial EUR/divisa

O risco cambial de ações pode, assim, manifestar-se de três formas principais:

  1. Risco de transação: o risco de que a taxa de câmbio se altere entre o momento em que realiza a operação e o momento em que converte o dinheiro de volta para euros;
  2. Risco de tradução: relevante sobretudo para empresas com operações internacionais. Os seus resultados consolidados são afetados pela conversão de receitas em várias moedas para a moeda de reporte;
  3. Risco económico: o impacto a longo prazo das flutuações cambiais na competitividade e nos lucros futuros de uma empresa.

O caso concreto de 2025

O ano de 2025 fornece um exemplo didático e atual: o euro valorizou +13,3% face ao dólar (de um mínimo de 1,0257 USD/EUR em janeiro para um pico de 1,1868 USD/EUR), segundo dados históricos publicados pela Exchange-Rates.org.

Desde a tomada de posse de Donald Trump a 20 de janeiro do ano passado, o euro valorizou cerca de 15% face ao dólar, de acordo com a Euronews.

Na prática, isto significa que um investidor português que tivesse investido 10.000 € em ações norte-americanas em janeiro de 2025 e obtido um ganho bruto de 15% em dólares teria visto esse retorno quase inteiramente absorvido pela apreciação do euro.

O ganho em dólares (1500 USD), aplicado à nova taxa de câmbio, resultaria num retorno em euros consideravelmente inferior, senão mesmo potencialmente negativo em termos reais, após a dedução dos custos.

O mesmo raciocínio é inversamente aplicável: quando o euro desvaloriza, os ganhos em dólares aumentam na conversão para euros. O câmbio pode ser ou um aliado ou um adversário, raramente pedindo permissão para trocar de lado.

Estratégias de cobertura cambial para investidores particulares

A cobertura cambial (ou currency hedging) é o conjunto de técnicas que um investidor pode utilizar para reduzir ou neutralizar a exposição ao risco cambial. Eis as abordagens mais acessíveis a um investidor particular:

1. ETF com cobertura cambial (currency-hedged)

A forma mais simples de eliminar o risco cambial numa carteira de ações internacionais é recorrer a ETF com cobertura cambial integrada, normalmente identificados pela expressão “EUR Hedged” ou “Hedged to EUR” no nome do produto.

Estes fundos utilizam instrumentos derivados (tipicamente, contratos a prazo de câmbio) para neutralizarem as flutuações da taxa de câmbio, replicando apenas o desempenho do índice de referência.

De acordo com dados da UBS Asset Management, os ativos sob gestão em classes de ações com cobertura cambial no mercado europeu de ETF cresceram de 56,8 mil milhões de dólares em 2017 para 283,8 mil milhões de dólares em 2025.

O custo típico de manutenção desta cobertura situa-se entre 0 e 5 pontos-base acima do ETF equivalente sem cobertura (SPDR State Street), o que o torna acessível à maioria dos investidores.

Atenção: a cobertura cambial protege contra a volatilidade do câmbio, mas não contra o risco de mercado do ativo subjacente. Se as ações que compõem o ETF caírem, o ETF coberto também cairá.

2. Diversificação multi-moeda como hedge natural

Manter ativos denominados em várias moedas distintas é, por si só, uma forma de cobertura implícita. Um portefólio diversificado entre euros, dólares, ienes e libras não elimina o risco cambial em cada posição individual, mas suaviza o seu impacto agregado, já que as moedas tendem a não depreciar todas em simultâneo face ao euro.

Para horizontes de investimento longos (10 ou mais anos), as constatações académicas sugerem que o efeito cambial tende a diluir-se ao longo do tempo. Muitos investidores passivos a longo prazo optam conscientemente por não cobrir o risco cambial, aceitando a volatilidade adicional em troca de uma carteira mais simples e menos dispendiosa de gerir.

3. Contas em múltiplas moedas

Na XTB, pode manter contas em euros e em dólares no mesmo login. Para investidores com carteiras expressivas em ações norte-americanas, esta funcionalidade permite eliminar uma das duas conversões cambiais num ciclo de investimento:

  • Compra com dólares, recebe dividendos e mais-valias em dólares;
  • Só converte para euros quando o câmbio for favorável ou quando precisar do dinheiro.

A taxa de conversão cambial aplicada pela XTB é de 0,5% por operação, um custo que se acumula rapidamente para quem compra e vende com frequência.

4. Seleção de ETF UCITS denominados em euros

Muitos ETF que replicam índices norte-americanos (como o S&P 500 ou o Nasdaq 100) têm classes de ações denominadas em euros nos mercados europeus.

Embora a carteira subjacente continue exposta ao dólar (salvo se o ETF for hedged), o facto de a negociação ocorrer em euros evita conversões adicionais nos momentos de compra e venda. Trata-se de uma opção útil para quem deseja simplificar a gestão, sem necessariamente eliminar a exposição cambial.

Saiba mais sobre estratégias de investimento em ETFs na XTB.

Diversificação geográfica: mercados desenvolvidos vs. emergentes

A divisão mais estrutural na diversificação internacional de ações faz-se entre dois universos distintos: os mercados desenvolvidos e os emergentes.

Mercados desenvolvidos

O índice MSCI World agrega 1311 ações de 23 países desenvolvidos, cobrindo aproximadamente 85% da capitalização bolsista ajustada de cada um desses mercados. A composição geográfica é dominada pelos Estados Unidos (cerca de 70%), seguidos do Japão (6%), do Reino Unido (4%) e do Canadá (3%).

Em termos de rentabilidade histórica, o MSCI World registou um retorno líquido (em dólares) de +18,67% em 2024 e +21,09% em 2025, segundo dados das fichas de índice publicadas pela MSCI.

Estes números devem ser lidos com prudência: estão incluídos anos de queda significativa (como 2022, com -18%) e não refletem os custos de investimento nem os impostos aplicáveis.

Vantagens dos mercados desenvolvidos

  • Maior liquidez, transparência e proteção regulatória;
  • Historial longo e acessível de dados de mercado;
  • Menor volatilidade cambial face ao euro (o dólar, a libra, o iene e o franco suíço, por exemplo, são moedas estáveis entre si);
  • Acesso a setores de alta tecnologia e inovação (p. ex., EUA, Suécia, Dinamarca, Suíça).

Riscos a considerar

  • Avaliações (valuations) historicamente elevadas, especialmente nos Estados Unidos;
  • Concentração excessiva no mercado norte-americano e, dentro deste, em meia dúzia de gigantes tecnológicos;
  • Risco cambial EUR/USD, particularmente expressivo em 2025.

Mercados emergentes

O índice MSCI Emerging Markets agrega 1204 ações de 24 países emergentes, com destaque para China, Taiwan, Índia, Coreia do Sul e Brasil. Em 2025, este índice registou um retorno líquido de +33,57% em dólares, largamente superando os mercados desenvolvidos no mesmo período, segundo a MSCI.

Vantagens dos mercados emergentes

  • Crescimento económico estruturalmente mais rápido;
  • Avaliações frequentemente mais atrativas em termos de rácio preço/lucro;
  • Exposição a tendências de longo prazo: urbanização, classe média asiática, digitalização;
  • Correlação historicamente baixa com os mercados europeus.

Riscos acrescidos

  • Maior volatilidade cambial: as moedas emergentes (p. ex., real, rupia, peso mexicano, yuan) podem desvalorizar significativamente face ao euro;
  • Risco político e regulatório (regulação tecnológica na China, instabilidade na América Latina);
  • Menor proteção aos acionistas minoritários nalguns mercados;
  • Menor liquidez em ações de média e pequena capitalização.

Qual é a melhor combinação?

Não existe uma resposta única: a alocação ideal depende do horizonte temporal, do perfil de risco, dos objetivos financeiros e da tolerância à volatilidade de cada investidor.

O que a teoria financeira moderna sugere é que uma carteira diversificada geográfica e setorialmente tende, a longo prazo, a apresentar uma melhor relação entre risco e retorno do que uma carteira concentrada num único mercado ou numa única moeda.

Na XTB, pode explorar oportunidades em mercados desenvolvidos e emergentes através da plataforma xStation 5, com acesso a ações reais em 16 bolsas internacionais e a ETF que replicam os principais índices mundiais.

Custos ocultos de investir em bolsas estrangeiras: taxas, impostos e spreads

Um dos erros mais frequentes cometidos pelos investidores que começam a investir em ações internacionais é subestimar os custos totais envolvidos.

A comissão de corretagem (que, na XTB, é de 0% até 100.000 € mensais de volume em ações e ETF reais) é apenas a ponta do icebergue. Eis os principais custos que deve conhecer:

Taxa de conversão cambial

Quando compra uma ação norte-americana cotada em dólares com uma conta em euros, é necessária uma conversão cambial. Na XTB, esta taxa é de 0,5% sobre o valor da transação.

Numa operação de compra e subsequente venda, o custo acumulado de câmbio pode atingir 1% do valor investido, mesmo sem qualquer comissão de corretagem.

Para minimizar este custo:

  • Mantenha uma conta em dólares para ações norte-americanas;
  • Privilegie ETF UCITS negociados em euros nos mercados europeus;
  • Opte pelos Planos de Investimento da XTB, disponíveis em euros a partir de 15 € mensais.

Bid-ask spread

O spread entre o preço de compra e o de venda de um ativo é um custo implícito que não aparece na fatura, mas que afeta o retorno líquido.

As ações de grande capitalização nos EUA (Apple, Microsoft, NVIDIA, etc.) têm spreads quase nulos. Já as ações de mercados menos líquidos (algumas bolsas europeias periféricas ou mercados emergentes) podem ter spreads de várias dezenas de pontos-base.

Retenção na fonte sobre dividendos

Este é talvez o custo mais subestimado pelos investidores portugueses que compram ações de empresas estrangeiras:

  • Estados Unidos: a taxa de retenção por defeito sobre dividendos pagos a não residentes é de 30%. Com o preenchimento do formulário W-8BEN junto da corretora, esta taxa reduz-se para 15% ao abrigo da Convenção de Dupla Tributação entre Portugal e os EUA. Na XTB, pode submeter este formulário diretamente na plataforma;

Taxa de custódia

Na XTB, a custódia de ações e ETF reais é gratuita até 250.000 € em carteira. Acima deste valor, aplica-se uma taxa de 0,2% ao ano (com um mínimo de 10 € mensais). Para a grande maioria dos investidores de retalho, este custo é nulo.

Impostos locais sobre transações

Alguns países cobram impostos sobre transações financeiras (Financial Transaction Tax – FTT): França, Itália e Reino Unido têm regimes próprios. Na XTB, estes impostos são refletidos no custo real, sem margem adicional.

ETFs internacionais como alternativa à seleção individual de ações

Imagem com símbolos de investimento e "ETF" escrito no centro
Funtap/iStock

Para quem pretende aceder às melhores ações internacionais sem ter de selecionar individualmente dezenas de empresas em múltiplas bolsas e moedas, os ETF internacionais representam uma das ferramentas mais eficientes disponíveis para o investidor particular.

Um único ETF que replique o índice MSCI World oferece exposição simultânea a 1311 ações em 23 países desenvolvidos, com um custo de gestão anual (Total Expense Ratio – TER) tipicamente inferior a 0,25%.

O mercado global de ETF cresceu de 204 mil milhões de dólares em 2003 para mais de 9,5 biliões de dólares em 2022, segundo dados compilados pela XTB, um crescimento que reflete a adoção massiva desta classe de ativos por investidores de todas as dimensões.

Principais vantagens dos ETF internacionais

  • Diversificação imediata: numa única transação, obtém exposição a centenas ou milhares de empresas em múltiplos países e setores;
  • Custos reduzidos: TER tipicamente entre 0,05% e 0,50% ao ano, muito inferior à gestão ativa;
  • Liquidez intradiária: negociados em bolsa como ações, com preço atualizado ao longo da sessão;
  • Transparência: composição da carteira divulgada diariamente;
  • Eficiência fiscal para ETF UCITS acumuladores domiciliados na Irlanda ou no Luxemburgo: os dividendos são reinvestidos automaticamente sem retenção na fonte intermédia.

Tipos de ETF relevantes para a diversificação internacional

  • ETF de índices globais (MSCI World, MSCI ACWI, FTSE All-World): exposição ampla a mercados desenvolvidos e/ou emergentes;
  • ETF de mercados emergentes (MSCI EM, FTSE Emerging): acesso a economias de alto crescimento como Índia, China, Coreia do Sul e Brasil;
  • ETF setoriais internacionais: tecnologia global, saúde, energia, infraestruturas… todos permitem sobreponderar setores de convicção sem concentração geográfica;
  • ETF com cobertura cambial (EUR Hedged): eliminam a exposição às flutuações dos pares EUR/USD ou EUR/outras moedas.

Na XTB, tem acesso a mais de 1350 ETF com 0% de comissão até 100.000 € mensais de volume. O «ETF Scanner», integrado na xStation 5, permite filtrar por moeda, nível de risco «Morningstar», classe de ativo, política de dividendos (acumulação vs. distribuição) e domicílio fiscal, facilitando a seleção informada.

Para uma abordagem ainda mais automática, os Planos de Investimento permitem investir periodicamente em ETF a partir de 15 €, sem intervenção manual em cada ciclo.

Erros mais comuns dos investidores portugueses ao entrarem em mercados estrangeiros

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) incluiu o reforço da proteção dos investidores não profissionais como um dos cinco objetivos centrais do seu Plano Estratégico para 2025-2028, com particular atenção à literacia financeira relativa a produtos complexos e mercados internacionais.

É um sinal de que os erros discriminados infra não são a exceção, mas sim o padrão. Saber reconhecê-los é o primeiro passo para evitá-los:

1. Ignorar o risco cambial

Este erro consiste em comprar ações ou ETF denominados em dólares, ienes ou libras sem compreender que o retorno final em euros depende de duas variáveis independentes. Em 2025, este erro custou a muitos investidores uma parte substancial dos seus ganhos.

2. Concentração excessiva nos EUA sem consciência da exposição cambial

O “Fear of Missing Out” (FOMO) em torno da IA e das “Magnificent Seven” levou muitos investidores a construírem carteiras com 80% ou mais em ações norte-americanas, uma aposta implícita no dólar que poucos reconhecem como tal.

3. Não preencher o formulário W-8BEN

Quem recebe dividendos de ações norte-americanas sem submeter este formulário paga 30% de retenção na fonte, em vez de 15%. Na XTB, o processo de submissão está integrado na plataforma e leva poucos minutos.

4. Subestimar os custos ocultos

A soma de conversão cambial (entrada + saída), spread bid-ask e, eventualmente, taxa de custódia pode representar 1% a 2% do capital investido num simples round trip, e isto antes de qualquer imposto quando opera com outras corretoras.

5. Não declarar rendimentos estrangeiros ao Fisco

Os dividendos e mais-valias de ações estrangeiras têm de ser declarados no Anexo J da declaração anual de IRS. A adesão de Portugal ao sistema CRS significa que as autoridades tributárias têm acesso a informação sobre rendimentos e saldos em contas estrangeiras.

6. Confundir ETFs UCITS com ETFs americanos

Os ETFs domiciliados nos Estados Unidos (por exemplo, os populares ETF da Vanguard ou BlackRock, cotados na NYSE) não estão disponíveis para investidores de retalho da União Europeia (UE), dada a ausência do documento de informação fundamental (Key Information Document – KID/PRIIP); só os ETFs UCITS aprovados no espaço europeu são acessíveis.

Na XTB, todos os ETF disponíveis cumprem este requisito.

7. Confundir ações reais com CFD

Na XTB, pode comprar ações e ETF reais (com propriedade efetiva dos títulos) ou negociar CFD sobre ações e índices (instrumentos alavancados, sem propriedade do ativo subjacente).

São produtos com perfis de risco completamente distintos: os CFD são instrumentos complexos e apresentam risco elevado de perda rápida de capital devido à alavancagem.

8. Investir sem fundo de emergência

Quem investe todas as poupanças sem reserva de liquidez corre o risco de ter de vender ativos em queda para fazer face a despesas imprevistas, forçando perdas que, de outra forma, seriam temporárias.

9. Tentar fazer market timing

Vender em pânico nas quedas e comprar nos picos é um dos erros mais documentados em finanças comportamentais.

Para a maioria dos investidores, uma estratégia de investimento periódico e sistemático (Dollar Cost Averaging – DCA) tende a produzir melhores resultados a longo prazo do que tentar prever os movimentos do mercado.

10. Negligenciar a leitura do documento de informação fundamental (KID)

Antes de investir em qualquer instrumento financeiro (ação, ETF ou CFD), o documento KID fornece informações essenciais sobre custos, riscos e cenários de desempenho. Leia-o sempre.

Como começar a investir em ações internacionais com a XTB

A XTB disponibiliza uma das plataformas mais completas para comprar ações internacionais em Portugal, com acesso a mais de 7000 ações reais em 16 mercados e mais de 1350 ETF, tudo numa interface em Português Europeu e com apoio ao cliente disponível a partir de Lisboa.

Passos práticos para reduzir o risco cambial desde o início

  1. Mantenha contas em EUR e USD: a XTB permite até quatro contas no mesmo login em diferentes moedas, eliminando conversões desnecessárias para ações norte-americanas;
  2. Privilegie ETF UCITS em euros: para exposição ao S&P 500 ou MSCI World sem conversão automática a cada transação;
  3. Considere ETF com cobertura cambial, caso a volatilidade do câmbio seja uma preocupação a curto prazo;
  4. Aproveite a automatização dos Planos de Investimento: invista periodicamente em ETF a partir de 15 €, com DCA integrado e sem ter de gerir cada operação manualmente;
  5. Utilize o «ETF Scanner» da xStation 5: filtre por moeda, risco, setor e tipo de distribuição para encontrar os ETF mais adequados ao seu perfil.

Abertura de conta

A abertura de conta na XTB é totalmente online, demora aproximadamente 15 minutos e requer a seguinte documentação:

  • Cartão de Cidadão;
  • Comprovativo de morada;
  • Um breve questionário MiFID II.

Não há depósito mínimo obrigatório.

Explore também a nossa conta de demonstração, ilimitada e sem risco, para conhecer a plataforma antes de investir capital real.

Para terminar

Investir em ações estrangeiras pode enriquecer um portefólio de formas que o mercado doméstico não consegue replicar: acesso a economias em crescimento, setores inovadores e empresas que definem as tendências globais. Este potencial vem, no entanto, acompanhado de uma camada adicional de risco: o risco cambial, que muitos investidores só descobrem depois da primeira surpresa no extrato.

Compreender como funciona este risco, conhecer as estratégias para geri-lo e estar ciente dos custos reais envolvidos são condições indispensáveis para tomar decisões informadas.

Não existe uma fórmula perfeita para as melhores ações para investir a nível internacional, mas sim um processo de análise, diversificação e gestão de risco que cada investidor deve adaptar ao seu perfil e objetivos.

A XTB está aqui para apoiá-lo nesse processo: com ferramentas, conteúdos didáticos, uma plataforma premiada e 0% de comissão em ações e ETF reais até 100.000 € mensais.

Porque o dinheiro trabalha melhor quando quem o gere está bem informado.

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FAQ

O risco cambial é o risco de que as flutuações na taxa de câmbio entre a moeda em que o ativo está denominado e a sua moeda-base (no caso de um investidor português, o euro) possam afetar negativamente o retorno do investimento. Ao comprar ações norte-americanas em dólares, por exemplo, o seu retorno final em euros depende tanto do desempenho da ação como da evolução do par EUR/USD.

Existem várias estratégias acessíveis a um investidor particular: recorrer a ETF com cobertura cambial integrada (EUR Hedged), manter contas em diferentes moedas para evitar conversões desnecessárias, investir em ETF UCITS negociados em euros ou simplesmente diversificar em múltiplas moedas e regiões, diluindo o impacto de qualquer flutuação cambial isolada.

 

Na XTB, a compra de ações e ETF reais tem 0% de comissão até 100.000 € de volume mensal (acima deste valor: 0,2%, mínimo de 10 euros). A isso acresce uma taxa de conversão cambial de 0,5% quando o ativo está denominado numa moeda diferente da moeda da conta.

 

Para a maioria dos investidores de retalho, os ETF internacionais oferecem uma combinação difícil de replicar através de stock picking individual: diversificação instantânea em centenas ou milhares de empresas, custos de gestão reduzidos (TER frequentemente abaixo de 0,25%) e liquidez intradiária.

 

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Este material é uma comunicação de marketing na aceção do artigo 24.º, n.º 3, da Diretiva 2014/65 / UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, sobre os mercados de instrumentos financeiros e que altera a Diretiva 2002/92 / CE e Diretiva 2011/61/ UE (MiFID II). A comunicação de marketing não é uma recomendação de investimento ou informação que recomenda ou sugere uma estratégia de investimento na aceção do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril de 2014 sobre o abuso de mercado (regulamentação do abuso de mercado) e revogação da Diretiva 2003/6 / CE do Parlamento Europeu e do Conselho e das Diretivas da Comissão 2003/124 / CE, 2003/125 / CE e 2004/72 / CE e do Regulamento Delegado da Comissão (UE ) 2016/958 de 9 de março de 2016 que completa o Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito às normas técnicas regulamentares para as disposições técnicas para a apresentação objetiva de recomendações de investimento, ou outras informações, recomendação ou sugestão de uma estratégia de investimento e para a divulgação de interesses particulares ou indicações de conflitos de interesse ou qualquer outro conselho, incluindo na área de consultoria de investimento, nos termos do Código dos Valores Mobiliários, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de Novembro. A comunicação de marketing é elaborada com a máxima diligência, objetividade, apresenta os factos do conhecimento do autor na data da preparação e é desprovida de quaisquer elementos de avaliação. A comunicação de marketing é elaborada sem considerar as necessidades do cliente, a sua situação financeira individual e não apresenta qualquer estratégia de investimento de forma alguma. A comunicação de marketing não constitui uma oferta ou oferta de venda, subscrição, convite de compra, publicidade ou promoção de qualquer instrumento financeiro. A XTB, S.A. - Sucursal em Portugal não se responsabiliza por quaisquer ações ou omissões do cliente, em particular pela aquisição ou alienação de instrumentos financeiros. A XTB não aceitará a responsabilidade por qualquer perda ou dano, incluindo, sem limitação, qualquer perda que possa surgir direta ou indiretamente realizada com base nas informações contidas na presente comunicação comercial. Caso o comunicado de marketing contenha informações sobre quaisquer resultados relativos aos instrumentos financeiros nela indicados, estes não constituem qualquer garantia ou previsão de resultados futuros. O desempenho passado não é necessariamente indicativo de resultados futuros, e qualquer pessoa que atue com base nesta informação fá-lo inteiramente por sua conta e risco.