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Os melhores ETFs de mercados emergentes: China, Índia e diversificação global

Os ETFs de mercados emergentes dão acesso à China, à Índia e ao Brasil numa só transação. Este guia explica os principais fundos disponíveis na Europa, os riscos, a alternativa UCITS ao ETF EWZ e como diversificar globalmente a sua carteira com a XTB.

Os ETFs de mercados emergentes dão acesso à China, à Índia e ao Brasil numa só transação. Este guia explica os principais fundos disponíveis na Europa, os riscos, a alternativa UCITS ao ETF EWZ e como diversificar globalmente a sua carteira com a XTB.

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Nos últimos dois anos, os ETFs de mercados emergentes deixaram de ser um tema de nicho e passaram a figurar entre os mais pesquisados por quem investe a partir de Portugal.

Entre a recuperação tecnológica chinesa, a promessa (ainda não totalmente cumprida na bolsa) da economia indiana e o interesse renovado no Brasil, aceder a estes mercados nunca foi tão simples como através de uma plataforma que reúne tudo o que é preciso para investir, poupar e negociar num único sítio, como a XTB.

Mas o que são exatamente estes fundos, que países incluem e como pode um investidor português utilizá-los para diversificar globalmente a sua carteira? É o que passaremos a analisar em detalhe de seguida.

Nota metodológica

Os valores percentuais citados ao longo deste material didático referem-se aos períodos e fontes indicados junto de cada dado e são, na maioria dos casos, reportados em dólares norte-americanos (USD).

Para quem investe em euros, a rentabilidade final pode divergir devido ao efeito da taxa de câmbio EUR/USD. Lembre-se sempre de que as rentabilidades passadas não são um indicador fiável de rentabilidades futuras.

O que são ETFs de mercados emergentes?

Um ETF (fundo negociado em bolsa) de mercados emergentes replica um índice composto por ações de países cujas economias crescem, em geral, mais rapidamente do que as economias desenvolvidas, mas que também apresentam maior risco político, regulatório e de liquidez.

O índice de referência mais utilizado por gestoras como a iShares, a Xtrackers ou a Amundi é o MSCI Emerging Markets Index, que reúne mais de 1200 empresas de 24 países e abrange cerca de 85% da capitalização de mercado free-float de cada um deles.

O que talvez surpreenda quem associa “mercados emergentes” a matérias-primas ou a economias como o Brasil é a composição atual do índice. Segundo dados da MSCI referentes a 29 de maio de 2026, a distribuição por país é a seguinte:

País Peso no índice MSCI Emerging Markets
Taiwan 26,41%
Coreia do Sul 23,06%
China 20,36%
Índia 10,87%
Brasil 3,86%
Outros (África do Sul, México, Arábia Saudita, etc.) 15,44%

 

Ou seja, mais de metade do índice está concentrada em três economias asiáticas ligadas à cadeia de fornecimento tecnológica global.

Não é por acaso que a fabricante de semicondutores taiwanesa TSMC é, isoladamente, a maior posição de um ETF de mercados emergentes amplo, com um peso próximo dos 14,5%, seguida da sul-coreana Samsung Electronics e da SK Hynix. O setor de tecnologias da informação (TI) representa, por si só, mais de 43% do índice.

Vale ainda a pena notar que nem todos os fornecedores de índices definem o conceito de “mercado emergente” da mesma forma: o índice FTSE Emerging, que serve de referência ao popular ETF norte-americano da Vanguard, classifica a Coreia do Sul como “mercado desenvolvido” e inclui ações chinesas de classe A negociadas na bolsa doméstica.

Por isso, um fundo baseado no FTSE tem, tipicamente, um peso muito maior face à China (cerca de 30%, segundo a ficha do Vanguard FTSE Emerging Markets ETF) e nenhuma exposição à Coreia do Sul.

Esta diferença metodológica explica por que motivo dois ETF de mercados emergentes podem ter composições bastante distintas, apesar de partilharem o mesmo rótulo.

Vantagens e riscos de investir em mercados emergentes

Porque deve considerar incluir estes mercados na sua carteira

  • Diferencial de avaliação: em maio de 2025, as ações dos Estados Unidos (EUA) negociavam a mais de 21 vezes os lucros esperados, contra cerca de 12 vezes nos mercados emergentes, um dos maiores diferenciais das últimas duas décadas, segundo uma análise da própria MSCI;
  • Diversificação genuína: a correlação a seis meses entre mercados emergentes e desenvolvidos caiu para menos de 0,45 no final de maio de 2025, o valor mais baixo em 25 anos, segundo a mesma análise da MSCI, sendo que esta correlação tende a descer ainda mais em períodos de maior turbulência nos mercados;
  • Crescimento dos resultados empresariais: segundo dados da FactSet citados pela State Street no seu relatório trimestral sobre mercados emergentes, os lucros das empresas nestes mesmos mercados cresceram cerca de 16% em 2025, com expectativas (não garantidas) de crescimento superior a 20% em 2026;
  • Acesso simplificado: em vez de comprar ações individuais em bolsas estrangeiras, um único ETF dá-lhe exposição a centenas de empresas de dezenas de países, algo que a XTB lhe permite fazer com investimentos fracionados a partir de 1 €.

Riscos a considerar antes de investir

  • Risco cambial: em 2025, a valorização (ou desvalorização) do dólar norte-americano influenciou diretamente a rentabilidade em euros destes fundos. A deprecação da rupia indiana, por exemplo, absorveu grande parte dos ganhos da bolsa indiana em moeda local;
  • Risco político e regulatório: decisões governamentais na China, restrições ao investimento estrangeiro ou alterações fiscais na Índia podem alterar significativamente o valor destes ativos de um dia para o outro;
  • Concentração: as três maiores economias representam quase 70% do índice MSCI Emerging Markets, sendo que uma única empresa (a TSMC) pesa mais de 14%;
  • Maior volatilidade: o desvio-padrão anualizado a três anos do MSCI Emerging Markets foi de 17,86%, claramente superior aos 12,66% do MSCI World, de acordo com a ficha técnica da MSCI;
  • Risco de liquidez em mercados ou empresas de menores dimensões, especialmente fora dos principais índices.

ETF da China: como aceder ao segundo maior mercado de ações do mundo

A China representa hoje entre 20% (MSCI) e 30% (FTSE) de ETF de mercados emergentes amplos. O lançamento do modelo de inteligência artificial (IA) DeepSeek, em janeiro de 2025, desencadeou uma revalorização generalizada das tecnológicas chinesas (um tema que já explorámos em detalhe no artigo sobre ETF de IA).

O índice Hang Seng valorizou cerca de 28% em 2025 (o seu melhor ano desde 2017), o Hang Seng Tech subiu 23% e o CSI 300 (ações domésticas de Xangai e Shenzhen) avançou 18%, segundo dados compilados pelo South China Morning Post. Ao todo, o índice MSCI China valorizou cerca de 31% em 2025, de acordo com dados citados pela Morningstar.

O entusiasmo prolongou-se para 2026, com uma nova vaga de estreias em bolsa de empresas ligadas a semicondutores e IA. Ainda assim, o percurso não tem sido linear: o Hang Seng Tech chegou a cair mais de 20% em relação ao pico de outubro de 2025, entrando em território de correção acentuada devido a receios ligados a alterações fiscais e regulatórias, segundo dados compilados pela AInvest.

A este otimismo tecnológico somam-se riscos estruturais que não desapareceram: um setor imobiliário que ainda representava, no seu pico de 2021, cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, uma população em envelhecimento e um quadro regulatório que pode mudar sem aviso prévio.

Para investidores europeus, o acesso à China faz-se sobretudo através de fundos com estrutura UCITS, negociados em bolsas europeias e disponíveis na oferta de mais de 2000 fundos da XTB:

Fundo Ticker TER Notas
iShares MSCI China UCITS ETF (Acc) ICGA 0,40% Exposição ampla: ações H, ADR e ações A via Stock Connect.
Xtrackers MSCI China UCITS ETF 1C XCS6 0,65% Réplica do índice MSCI China, cerca de 919 M€ sob gestão.
Amundi MSCI China UCITS ETF Acc LCCN Um dos ETF da China com maior valorização no último ano, segundo a Morningstar.
Xtrackers Harvest CSI 300 UCITS ETF 1C XCHA 0,65% Exposição pura ao mercado doméstico de ações A.
iShares MSCI China A UCITS ETF CNYA Focado exclusivamente em ações A domésticas.

Fontes: justETF, Morningstar e Freenance.

Valores de TER e ativos sob gestão sujeitos a alteração; consulte sempre a ficha atualizada de cada fundo (disponível na especificação de instrumentos da XTB) antes de investir.

ETF da Índia: uma economia forte, mas uma bolsa em contraciclo

Se a China surpreendeu pela valorização, a Índia fê-lo precisamente pelo contrário; a sua economia continua a crescer a um ritmo elevado.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta as suas projeções de crescimento para a economia indiana, sendo que o governo simplificou, em setembro de 2025, o seu sistema de imposto sobre bens e serviços, reduzindo-o a duas taxas principais (de 5% e 18%), mais uma taxa agravada de 40% para bens não essenciais, segundo um comunicado oficial do governo central.

A agência de notação S&P Global melhorou ainda o rating soberano do país para “BBB” em agosto de 2025, a primeira subida em quase duas décadas. No entanto, esta força económica não se traduziu em bolsa: o índice MSCI India valorizou apenas cerca de 4,8% entre janeiro e novembro de 2025, muito abaixo dos cerca de 30% do conjunto dos mercados emergentes no mesmo período, segundo dados citados pela Franklin Templeton.

O peso da Índia no índice MSCI Emerging Markets caiu de um pico de cerca de 20% em setembro de 2024 (quando chegou a superar a China) para cerca de 11,9% em maio de 2026, à medida que Taiwan e a Coreia do Sul ganharam protagonismo com a onda de IA, de acordo com o Business Standard.

Uma sondagem da Reuters, referida pela Business Today em maio de 2026, chegou mesmo a apontar para a primeira rentabilidade anual negativa do índice Nifty 50 desde 2015: uma projeção (e não um facto consumado) que deve ser interpretada como tal.

Esta divergência entre a economia real e o desempenho da bolsa é, na prática, a melhor ilustração para explicar porque motivo diversificar entre países emergentes faz sentido: uma história de crescimento forte não garante, por si só, retornos elevados no mercado acionista, sobretudo quando as avaliações partem de níveis exigentes.

Se procura investir em ETF da Índia a partir da Europa, a opção UCITS mais utilizada é o iShares MSCI India UCITS ETF, com o ticker QDV5 (também listado como «NDIA»), ISIN IE00BZCQB185, uma comissão de gestão (TER) de 0,65% e cerca de 4,57 mil milhões de euros sob gestão.

As maiores posições da carteira incluem o HDFC Bank (cerca de 7,7% a 8,1%), a Reliance Industries (cerca de 6,2%), o ICICI Bank (cerca de 5,2%), a Bharti Airtel (cerca de 3,8%) e a Infosys (cerca de 3,7%), com o setor financeiro a representar quase 29% da carteira, segundo dados do justETF e da ficha oficial da BlackRock.

Refletindo o contraciclo supradescrito, este ETF registou uma rentabilidade negativa de cerca de 8,6% em meados de 2026, de acordo com dados da StockAnalysis, devemos notar que mesmo as economias em forte crescimento podem atravessar longos períodos de desempenho bolsista fraco.

ETF EWZ e o Brasil: a exposição mais conhecida, mas indisponível para investidores europeus

Quando se fala em investir no Brasil através de um ETF, o nome que surge quase sempre primeiro é o ETF EWZ, o iShares MSCI Brazil ETF, gerido pela BlackRock e negociado na bolsa de Nova Iorque há mais de duas décadas.

O fundo replica o índice MSCI Brazil 25/50 e tem como maiores posições a mineradora Vale (cerca de 10,4%), a fintech Nu Holdings (cerca de 8,7%), o Itaú Unibanco (cerca de 8,4%) e as duas classes de ações da petrolífera Petrobras, que, somadas, representam cerca de 15% da carteira, segundo dados da Yahoo! Finance e da ficha oficial da iShares.

A regra «25/50» do índice impede que uma única empresa pese mais de 25% e que o conjunto das posições acima de 5% supere 50%, o que ajuda a evitar uma concentração excessiva em nomes como a Petrobras ou a Vale. Ao beneficiar da desvalorização do dólar, o ETF EWZ valorizou cerca de 54% em 2025, segundo dados compilados pelo ETF.com.

Há, no entanto, um ponto que qualquer investidor português deve conhecer antes de procurar este fundo na sua conta de corretagem: por estar sedeado nos EUA, o ETF EWZ não publica o Documento de Informação Fundamental (KID) exigido pelo regulamento europeu PRIIPs, o que significa que, ao abrigo das regras da diretiva MiFID II, os corretores regulados na União Europeia (UE) não podem disponibilizá-lo a clientes particulares; apenas a clientes profissionais, conforme explicado pelo justETF.

Esta é, de resto, uma limitação que se aplica à generalidade dos ETFs cotados apenas nos EUA e não a uma particularidade da corretora.

A boa notícia é que existem equivalentes com estrutura UCITS, plenamente acessíveis a investidores particulares na UE e disponíveis na oferta de ETF da XTB:

Fundo Ticker ISIN TER
iShares MSCI Brazil UCITS ETF (DE) USD Acc 4BRZ DE000A0Q4R85 0,31%
Xtrackers MSCI Brazil UCITS ETF 1C XMBR LU0292109344 0,25%
iShares MSCI Brazil UCITS ETF (Dist) IQQB IE00B0M63516 0,74%

Fontes: justETF (4BRZ) e justETF (XMBR).

Do lado macroeconómico, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, negociava, em meados de 2026, perto de máximos históricos (na ordem dos 170.500 pontos), depois de uma valorização superior a 30% em dólares em 2025, segundo o The Rio Times.

A taxa de juro de referência (Selic) manteve-se, ainda assim, em níveis bastante elevados, tendo sido reduzida para cerca de 14,25% em meados de 2026, de acordo com a Trading Economics, o que continua a condicionar os crédito e consumo internos.

As eleições gerais previstas para outubro de 2026 constituem um fator de incerteza adicional a acompanhar, conforme assinalado pela EFG International.

Como equilibrar investimentos em mercados emergentes com o resto da carteira para uma diversificação global

Os três casos supra (a recuperação chinesa, o contraciclo indiano e a valorização brasileira condicionada por juros elevados) mostram, na prática, por que motivo é que concentrar o investimento num único país emergente pode ser arriscado, mesmo quando a narrativa de crescimento parece favorável.

Um ETF de mercados emergentes amplo, que reparte a exposição por vários países e setores, tende a suavizar este tipo de oscilações.

Não existe um número mágico de alocação, mas alguns pontos de referência podem ajudá-lo a refletir sobre o tema:

  • A Charles Schwab recomenda, de forma geral, “uma pequena alocação a ações de mercados emergentes dentro de uma carteira que já inclua ações internacionais”, embora sem indicar uma percentagem fixa, segundo uma análise própria;
  • Análises citadas pela Forbes apontam para intervalos entre 2% e 9% do total da carteira, dependendo do horizonte temporal e da tolerância ao risco de cada investidor;
  • O argumento central a favor de uma alocação, ainda que modesta, é o diferencial de avaliação e a menor correlação com os mercados desenvolvidos já referidos, segundo a MSCI, e um diferencial de crescimento económico entre mercados emergentes e desenvolvidos que a J.P. Morgan Asset Management estimava em cerca de 2,5 pontos percentuais em 2025.

Importa sublinhar que as perspetivas para 2026 estão longe de ser unânimes: bancos de investimento como o Morgan Stanley ou o JPMorgan mantinham, em finais de 2025, uma visão globalmente favorável aos mercados emergentes, apoiada num dólar mais fraco e no investimento contínuo em IA, segundo a Bloomberg.

Ainda assim, o início de 2026 trouxe também episódios de forte instabilidade, como a queda generalizada dos ativos de mercados emergentes em janeiro, na sequência do agravamento das tensões geopolíticas, tal como relatado pela Bloomberg. Estas previsões refletem a opinião dos analistas num determinado momento, não constituindo nenhuma garantia de resultados futuros.

Como investir em ETFs de mercados emergentes através da XTB

Depois de compreender a composição, os riscos e as diferenças entre os ETFs da China e da Índia, o ETF EWZ e as suas alternativas europeias, o passo seguinte é saber como aceder a estes instrumentos na prática.

A XTB, entidade autorizada e regulada em Portugal pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM, licença n.º 341), disponibiliza mais de 9300 ações e ETFs, entre os quais mais de 2000 fundos negociados em bolsa, com comissão de 0% até 100.000 € de volume de negociação mensal.

Acima deste limiar, aplica-se uma comissão de 0,2% (com um mínimo de 10 €), podendo ainda aplicar-se um custo de conversão cambial de 0,5% sempre que a moeda do instrumento for diferente da moeda da conta.

É possível começar com um investimento fracionado a partir de 1 €, o que reduz significativamente a barreira de entrada para quem quer construir uma posição diversificada em vários mercados simultaneamente.

Na prática, existem várias formas de organizar este tipo de investimento, nomeadamente através:

  • Da compra direta de um ETF na plataforma xStation, disponível nas versões web e desktop e na aplicação móvel, com pesquisa por ticker, ISIN ou nome do fundo;
  • De planos de investimento, concebidos para quem prefere construir uma posição de forma regular e automática ao longo do tempo, em vez de tentar acertar no momento ideal para investir;
  • Da consulta prévia da ficha de cada fundo na secção de especificação de instrumentos, onde é possível confirmar o índice replicado, a comissão de gestão e a moeda de negociação atualizados;
  • Da remuneração do saldo não investido em euros e dólares, com taxas atualizadas periodicamente e disponíveis em xtb.com/pt/juros, para quem mantém parte do capital em liquidez enquanto pondera a melhor alocação.

Antes de escolher entre os diferentes fundos aqui referidos, poderá ser-lhe útil rever o nosso guia sobre como escolher ETF para investir, a par do artigo sobre os ETF mais populares, que explicam os critérios que deve observar, como a liquidez, o custo total e a estrutura de replicação.

Se procura diversificar para além das ações, também pode consultar o nosso artigo sobre os melhores ETFs de ouro e, caso esteja a iniciar o seu percurso pelo mundo dos investimentos, pode rever os 7 passos para a sua primeira negociação.

Um último ponto, frequentemente esquecido: os residentes fiscais em território nacional devem declarar os rendimentos e as mais-valias obtidas com ETFsestrangeiros, um tema que detalhamos no «Guia completo sobre como declarar investimentos no IRS em Portugal».

No caso de fundos com exposição a ativos norte-americanos, vale ainda a pena rever como se preenche o formulário W-8BEN, que pode reduzir a retenção na fonte sobre dividendos.

A tributação aplicável depende sempre da situação pessoal de cada investidor e pode ser alterada no futuro, pelo que esta informação tem caráter geral e não substitui o aconselhamento de um profissional especializado em assuntos fiscais.

Em resumo

Um ETF de mercados emergentes bem escolhido permite-lhe aceder, numa única transação, a economias tão diferentes como as da China, da Índia ou do Brasil, mas, tal como este artigo procurou demonstrar, o conceito de “mercados emergentes” já não significa apenas “matérias-primas” ou países da chamada “Era BRICS”; trata-se, sobretudo, de Taiwan, da Coreia do Sul e da China, com a tecnologia a pesar mais de 40% do índice de referência.

Cada um destes mercados atravessa hoje um momento distinto:

  • Um otimismo tecnológico na China;
  • Um contraciclo entre as economia e bolsa indianas;
  • Uma recuperação condicionada por juros elevados no Brasil.

Estas três condicionantes reforçam o argumento a favor da diversificação, em vez da concentração num único país ou numa única narrativa. Se pretende explorar esta classe de ativos, pode consultar calmamente a oferta de ETFs disponíveis na XTB e aferir qual será a combinação de fundos mais adequada aos seus objetivos e ao seu perfil de risco.

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FAQ

É um fundo negociado em bolsa que replica um índice composto por ações de países em desenvolvimento económico mais acelerado, como a China, a Índia, o Brasil, Taiwan ou a Coreia do Sul. Em vez de comprar ações individuais em cada um destes mercados, o investidor obtém exposição diversificada a várias economias e setores através de uma única transação.

Além da composição setorial (a China tem maior peso em tecnologia e consumo, a Índia no setor financeiro), os dois mercados seguiram trajetórias muito diferentes em 2025 e 2026, sendo que a China beneficiou de uma forte recuperação ligada à IA, enquanto a bolsa indiana ficou muito atrás do crescimento da própria economia, penalizada por avaliações elevadas e saídas de capital estrangeiro.

 

Não. O ETF EWZ está sediado nos EUA e não publica o Documento de Informação Fundamental (KID) exigido pelo regulamento europeu PRIIPs, pelo que não pode ser oferecido a investidores particulares na UE ao abrigo da diretiva MiFID II. A alternativa é recorrer a fundos equivalentes com estrutura UCITS, como o iShares MSCI Brazil UCITS ETF (4BRZ) ou o Xtrackers MSCI Brazil UCITS ETF (XMBR), ambos disponíveis para investidores europeus.

Não existe uma regra fixa aplicável a todos os investidores; várias análises apontam para intervalos entre 2% e 9% do total da carteira, dependendo do horizonte temporal, dos objetivos e da tolerância ao risco de cada pessoa. Esta decisão deve ser avaliada individualmente e, em caso de dúvida, com o apoio de um profissional qualificado.

Depois de abrir uma conta na XTB, pode pesquisar o ETF pretendido por nome, ticker ou ISIN na plataforma xStation e investir a partir de 1 € através de investimento fracionado, com comissão de 0% até 100.000 € de volume de negociação mensal. Caso prefira investir regular e automaticamente, os planos de investimento da XTB permitem-lhe construir uma posição ao longo do tempo sem necessidade de acompanhar o mercado diariamente.

Vítor Madeira

Analista XTB

Vítor Madeira é economista e responsável pela área de Research na XTB Portugal, com uma forte paixão pelos mercados financeiros. Dedica-se à produção de análises aprofundadas, focadas na identificação de tendências e oportunidades de investimento nas várias classes de ativos.

Com vasta experiência em trading e especialização em análise técnica e fundamental, destaca-se pela capacidade de transformar informação complexa em insights claros, acessíveis e práticos para os investidores, tendo como principal foco o trading de ações.

Concluiu recentemente com sucesso o Nível I do CFA e encontra-se atualmente a preparar o Nível II. O seu trabalho contribui para decisões de investimento mais informadas, reforçando a missão da XTB de promover conhecimento financeiro rigoroso e confiável.

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ETFs vs Ações: O Guia Essencial

Este material é uma comunicação de marketing na aceção do artigo 24.º, n.º 3, da Diretiva 2014/65 / UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, sobre os mercados de instrumentos financeiros e que altera a Diretiva 2002/92 / CE e Diretiva 2011/61/ UE (MiFID II). A comunicação de marketing não é uma recomendação de investimento ou informação que recomenda ou sugere uma estratégia de investimento na aceção do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril de 2014 sobre o abuso de mercado (regulamentação do abuso de mercado) e revogação da Diretiva 2003/6 / CE do Parlamento Europeu e do Conselho e das Diretivas da Comissão 2003/124 / CE, 2003/125 / CE e 2004/72 / CE e do Regulamento Delegado da Comissão (UE ) 2016/958 de 9 de março de 2016 que completa o Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito às normas técnicas regulamentares para as disposições técnicas para a apresentação objetiva de recomendações de investimento, ou outras informações, recomendação ou sugestão de uma estratégia de investimento e para a divulgação de interesses particulares ou indicações de conflitos de interesse ou qualquer outro conselho, incluindo na área de consultoria de investimento, nos termos do Código dos Valores Mobiliários, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de Novembro. A comunicação de marketing é elaborada com a máxima diligência, objetividade, apresenta os factos do conhecimento do autor na data da preparação e é desprovida de quaisquer elementos de avaliação. A comunicação de marketing é elaborada sem considerar as necessidades do cliente, a sua situação financeira individual e não apresenta qualquer estratégia de investimento de forma alguma. A comunicação de marketing não constitui uma oferta ou oferta de venda, subscrição, convite de compra, publicidade ou promoção de qualquer instrumento financeiro. A XTB, S.A. - Sucursal em Portugal não se responsabiliza por quaisquer ações ou omissões do cliente, em particular pela aquisição ou alienação de instrumentos financeiros. A XTB não aceitará a responsabilidade por qualquer perda ou dano, incluindo, sem limitação, qualquer perda que possa surgir direta ou indiretamente realizada com base nas informações contidas na presente comunicação comercial. Caso o comunicado de marketing contenha informações sobre quaisquer resultados relativos aos instrumentos financeiros nela indicados, estes não constituem qualquer garantia ou previsão de resultados futuros. O desempenho passado não é necessariamente indicativo de resultados futuros, e qualquer pessoa que atue com base nesta informação fá-lo inteiramente por sua conta e risco.