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ETFs globais vs. ETFs regionais: como diversificar sem complicar

ETFs globais vs. ETFs regionais explicados de forma clara: diferenças, riscos e vantagens de cada abordagem, o papel da diversificação geográfica e como construir uma carteira equilibrada para investir internacionalmente com critério.

ETFs globais vs. ETFs regionais explicados de forma clara: diferenças, riscos e vantagens de cada abordagem, o papel da diversificação geográfica e como construir uma carteira equilibrada para investir internacionalmente com critério.

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No mundo dos investimentos, a diversificação destaca-se como uma das estratégias mais inteligentes para mitigar riscos e otimizar retornos.

Neste contexto, é comum o dilema “ETFs globais vs. ETFs regionais” suscitar dúvidas entre os investidores que procuram equilibrar as suas carteiras de forma eficaz e segura.

Se está a considerar investir, poupar e negociar de forma inteligente, compreender as diferenças entre estes tipos de ETFs é fundamental.

Neste artigo, vamos explorar o que são os ETFs globais e os ETFs regionais, como funcionam e como pode tirar partido das suas vantagens com a ajuda da XTB, uma plataforma de negociação que oferece uma ampla oferta para investidores de todos os níveis.

O que são ETFs globais?

Os ETFs (Exchange-Traded Funds) globais são fundos de investimento que permitem aos investidores obter exposição a uma carteira diversificada de ativos de diferentes partes do mundo, como os Estados Unidos, a Europa, a Ásia e outros mercados emergentes.

Ao contrário dos fundos tradicionais, que podem exigir gestão ativa e pesquisa individual de ativos, os ETFs globais funcionam de forma passiva, replicando o desempenho de um índice global ou uma seleção de ativos.

Estes fundos são compostos por ações, obrigações e outros instrumentos financeiros, oferecendo uma solução simples para quem deseja investir internacionalmente sem a necessidade de comprar individualmente títulos de diferentes países ou regiões.

Por exemplo, um ETF global pode seguir o MSCI World Index, que inclui ações de grandes empresas de mercados desenvolvidos, ou o FTSE All-World Index, que abrange empresas de mercados desenvolvidos e emergentes.

A grande vantagem dos ETFs globais é a diversificação geográfica. Ao investir num único ETF, o investidor obtém exposição a uma série de economias, reduzindo o risco de se concentrar num único mercado.

Isto significa que o fundo pode continuar a crescer mesmo que um mercado específico esteja em dificuldades, já que as quedas num mercado podem ser compensadas por ganhos noutros.

Estes fundos oferecem também liquidez, pois podem ser comprados e vendidos em bolsa, tal como as ações. Esta vantagem proporciona flexibilidade ao investidor, uma vez que lhe permite ajustar a sua exposição aos mercados internacionais de acordo com as condições do mercado e as suas necessidades de investimento.

O que são ETFs regionais?

Os ETFs regionais são fundos de investimento que se concentram em mercados específicos de uma região ou de um país.

Ao contrário dos ETFs globais, que oferecem uma exposição diversificada a várias partes do mundo, os ETFs regionais investem exclusivamente em empresas ou ativos de uma área geográfica específica, como a Europa, a Ásia ou até países em particular, como os EUA ou o Brasil.

O objetivo dos ETFs regionais é proporcionar aos investidores uma maneira de obterem exposição concentrada a uma região ou economia, o que pode ser vantajoso para quem deseja tirar proveito do crescimento de um mercado específico.

Por exemplo, um ETF regional que siga o índice STOXX Europe 600 dará ao investidor acesso às principais empresas europeias, enquanto um ETF de mercados emergentes poderá focar-se em países como a China ou a Índia.

Estes fundos oferecem uma forma simples de investir em mercados regionais sem a necessidade de comprar ativos individuais. Além disso, podem ser uma boa opção para quem acredita no potencial de crescimento de uma região específica ou para quem pretende diversificar a sua carteira geograficamente, sem recorrer a fundos globais.

Contudo, ao investir em ETFs regionais, o investidor deve estar ciente de que, apesar da diversificação na região, o risco pode ser mais elevado do que nos ETFs globais. Isto acontece porque o desempenho do fundo pode ser fortemente influenciado por fatores económicos, políticos ou sociais específicos da região ou do país, o que pode resultar em volatilidade.

Diferenças entre ETFs globais e regionais

Ao considerar a opção entre ETFs globais e ETFs regionais, é importante compreender as diferenças fundamentais que podem influenciar a estratégia de investimento.

Ambos os tipos de ETFs oferecem diversificação, mas de formas muito distintas, pelo que compreender estas diferenças pode ajudar os investidores a escolherem a melhor opção para o seu perfil e objetivos.

Exposição geográfica

Uma das principais diferenças entre os ETFs globais e os regionais é a exposição geográfica.

Enquanto os ETFs globais oferecem uma exposição ampla, abrangendo diversos países e regiões ao redor do mundo, os ETFs regionais concentram-se em mercados específicos, como a Europa, a Ásia e a América Latina.

Esta diversificação geográfica proporcionada pelos ETFs globais ajuda a mitigar os riscos de um único mercado, uma vez que, como suprarreferido, o desempenho de vários mercados pode compensar as flutuações de um país ou região específicos.

Por outro lado, os ETFs regionais permitem aos investidores apostarem no crescimento de uma determinada região ou país, o que pode gerar retornos mais elevados, mas também maior volatilidade e risco geográfico.

Isto significa que, enquanto um ETF global pode atenuar os impactos de uma recessão num mercado local, um ETF regional pode ser mais sensível a acontecimentos políticos ou económicos que afetam diretamente essa região.

Diversificação e concentração

Os ETFs globais são a escolha preferida para quem procura diversificação, já que oferecem acesso a uma ampla variedade de ativos de diferentes mercados, permitindo ao investidor distribuir o risco entre diferentes economias e, por sua vez, reduzindo a exposição a um único setor ou região.

Por outro lado, os ETFs regionais apresentam maior concentração, o que significa que, enquanto o investidor pode obter uma exposição mais focada a uma região de interesse, também pode estar mais exposto aos riscos específicos dessa região.

Se, por exemplo, a economia de uma determinada região sofrer uma desaceleração, o impacto no desempenho do ETF regional pode ser significativo, uma vez que o fundo está concentrado em apenas uma área geográfica.

Em resumo, os ETFs globais oferecem uma abordagem mais equilibrada para quem pretende reduzir o risco, enquanto os ETFs regionais podem ser mais adequados para quem procura oportunidades de crescimento num mercado específico, com a consciência de que o risco pode ser mais elevado.

Vantagens e limitações de cada abordagem

Ao optar por ETFs globais ou regionais, é vital considerar as vantagens e limitações de cada abordagem de acordo com os seus objetivos e o perfil de risco.

Ambas as opções têm os seus méritos, mas a escolha depende de diversos fatores, como o nível de diversificação desejado, a exposição a determinados mercados e o risco que está disposto a assumir.

Vantagens dos ETFs globais

1. Diversificação ampla

A principal vantagem dos ETFs globais é a diversificação geográfica. Estes ativos permitem que os investidores adquiram exposição a uma vasta gama de mercados, dos desenvolvidos aos emergentes, ajudando a reduzir o risco global da carteira.

Ao distribuir o risco entre várias regiões, o investidor pode proteger-se melhor contra a volatilidade de um mercado específico.

2. Menor risco geográfico

A diversificação dos ETFs globais minimiza o impacto de crises ou recessões que afetam um único país ou região.

Se, por exemplo, o mercado europeu enfrentar uma desaceleração económica, outras regiões, como os Estados Unidos ou a Ásia, podem compensar essas perdas.

3. Exposição a setores globais

Investir em ETFs globais oferece acesso a setores de negócios dominantes a nível mundial, como tecnologia, saúde e consumo, permitindo ao investidor capturar oportunidades de crescimento em diferentes áreas.

Limitações dos ETFs globais

1. Menor foco em mercados específicos

Embora a diversificação global seja uma vantagem, também pode ser uma desvantagem para os investidores que procuram uma exposição mais concentrada a determinados mercados.

Se um investidor acredita fortemente no crescimento de uma determinada região, como a Ásia, um ETF global pode diluir esse potencial.

2. Exposição a riscos cambiais

Como os ETFs globais investem em ativos denominados em várias moedas, os investidores estão expostos ao risco cambial.

As flutuações nas taxas de câmbio podem afetar o valor dos seus investimentos, especialmente se o valor da moeda do país do investidor desvalorizar em relação a outras moedas.

Vantagens dos ETFs regionais

1. Exposição focada em mercados emergentes

Tal como supramencionado, os ETFs regionais permitem apostar no crescimento de uma determinada região ou país.

Por exemplo, um investidor que acredita no potencial dos mercados emergentes pode optar por um ETF regional para obter exposição a esse segmento específico, podendo obter retornos mais elevados se a região crescer mais depressa do que os mercados globais.

2. Menor exposição a riscos globais

Quando um investidor adquire um ETF regional, não está sujeito aos efeitos de uma crise global que possa afetar vários mercados simultaneamente. Isto pode ser vantajoso para quem prefere um risco mais localizado e acredita que um mercado específico vai superar os demais.

Limitações dos ETFs regionais

1. Risco geográfico elevado

A principal limitação dos ETFs regionais é o risco geográfico. O desempenho do fundo pode ser fortemente influenciado por fatores locais, como políticas económicas, mudanças fiscais ou até instabilidade política.

Por exemplo, crises financeiras ou tensões geopolíticas em mercados emergentes podem ter um impacto significativo no desempenho de um ETF regional.

2. Menor diversificação

Os ETFs regionais têm uma exposição mais concentrada, o que pode resultar numa menor diversificação do portefólio.

Caso o mercado da região escolhida enfrente dificuldades, o desempenho do fundo pode ser afetado de forma significativa, ao contrário dos ETFs globais, que oferecem uma proteção mais robusta contra a volatilidade de mercados individuais.

O papel da diversificação no controlo do risco

Ilustração com gráficos de investimento positivos, pilhas de moedas, barras de ouro, e símbolos de energia sustentável
Imagem gerada por IA

A diversificação é um dos princípios mais importantes do investimento e desempenha um papel central quando se fala de ETFs globais e regionais.

Na prática, diversificar significa distribuir o capital entre diferentes ativos, mercados e geografias, reduzindo a dependência de um único fator de risco. O objetivo não é eliminar o risco, algo impossível nos mercados financeiros, mas sim controlá-lo de forma mais equilibrada.

Quando um portefólio está excessivamente concentrado num único país ou região, fica mais exposto a acontecimentos locais, como crises económicas, instabilidade política, alterações regulamentares ou choques cambiais.

É aqui que a diversificação geográfica ganha relevância. Ao combinar diferentes mercados, o impacto negativo de uma região pode ser parcialmente compensado pelo desempenho positivo de outra.

Importa também notar que a diversificação não significa investir indiscriminadamente em tudo. Uma carteira bem diversificada deve ser coerente com os objetivos do investidor, o seu horizonte temporal e a sua tolerância ao risco.

Demasiada dispersão pode dificultar o controlo da carteira e diluir o impacto de boas oportunidades, enquanto pouca diversificação pode aumentar a volatilidade.

Neste contexto, os ETFs surgem como ferramentas particularmente eficazes para quem procura diversificação, permitindo combinar simplicidade, eficiência e acesso a múltiplos mercados num único produto.

A chave está em encontrar um bom equilíbrio entre amplitude e foco, ajustando a estratégia ao perfil de cada investidor.

Como construir uma carteira diversificada sem complexidade

Construir uma carteira bem diversificada não tem de ser um processo complexo ou difícil de gerir.

Na prática, o segredo está em definir uma estratégia clara, adequada aos objetivos pessoais, e em utilizar instrumentos que facilitem a exposição a mercados distintos de forma eficiente. É neste ponto que a combinação entre ETFs globais e regionais pode desempenhar um papel fundamental.

Um ponto de partida comum é utilizar um ETF global como a base da carteira. Este tipo de ETF permite obter, desde logo, uma ampla diversificação geográfica, cobrindo várias economias e setores num único instrumento.

Para muitos investidores, esta abordagem já oferece um nível de diversificação suficiente para reduzir o risco geográfico e evitar uma dependência excessiva de um mercado específico.

A partir dessa base, os ETFs regionais podem ser utilizados de forma complementar. Em vez de substituírem os ETFs globais, estes fundos permitem reforçar a exposição a determinadas regiões que o investidor considera estratégicas, seja por expectativas de crescimento económico, inovação tecnológica ou ciclos favoráveis. Desta forma, é possível ajustar a carteira sem torná-la excessivamente fragmentada.

Outro aspeto essencial é manter a simplicidade ao longo do tempo. Uma carteira com poucos ETFs bem selecionados é, muitas vezes, mais fácil de acompanhar e reequilibrar do que uma carteira demasiado dispersa.

Neste contexto, o reequilíbrio periódico das posições, com vista a preservar a alocação pretendida, contribui para que a estratégia permaneça alinhada com os objetivos e o perfil de risco do investidor.

Considerações finais

A escolha entre “ETFs globais vs. ETFs regionais” não é uma decisão absoluta, mas sim estratégica. Ambos os instrumentos podem desempenhar um papel relevante numa carteira bem estruturada, desde que utilizados de forma consciente e alinhada com os objetivos de investimento.

Enquanto os ETFs globais oferecem uma base sólida de diversificação geográfica, os ETFs regionais permitem ajustar a exposição a mercados específicos, o que acrescenta flexibilidade à estratégia.

Mais do que optar por uma abordagem exclusiva, muitos investidores beneficiam da combinação equilibrada entre estas duas soluções, aproveitando as vantagens de cada uma sem aumentar desnecessariamente a complexidade da carteira.

O essencial é compreender o impacto da diversificação com ETFs no controlo do risco geográfico, bem como a importância de manter uma visão a longo prazo.

Num contexto de investimento internacional, a simplicidade, a disciplina e a coerência estratégica tendem a ser mais eficazes do que decisões reativas ou excessivamente concentradas.

Com o acesso a diferentes tipos de ETFs através de plataformas como a XTB, torna-se mais fácil investir, poupar e negociar de modo informado, ajustando a carteira às mudanças dos mercados e às necessidades individuais.

Como em qualquer decisão financeira, é fundamental lembrar que os instrumentos financeiros envolvem risco e que o desempenho passado não garante resultados futuros. Uma abordagem informada e bem diversificada continua a ser um dos pilares para investir de forma responsável e sustentável ao longo do tempo.

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FAQ

A principal diferença está na exposição geográfica. Os ETFs globais investem em vários países e regiões, enquanto os ETFs regionais concentram-se numa área geográfica específica, como a Europa, os EUA ou os mercados emergentes.

 

Não necessariamente. Os ETFs globais tendem a reduzir o risco geográfico através da diversificação, mas continuam expostos às oscilações dos mercados internacionais. Os ETFs regionais podem ser mais voláteis, mas também oferecer oportunidades específicas.

 

Sim. Muitos investidores utilizam ETFs globais como base da carteira e recorrem a ETFs regionais para reforçar a exposição a mercados específicos, mantendo um equilíbrio entre diversificação e foco estratégico.

 

Os ETFs globais investem em ativos denominados em várias moedas, pelo que as variações cambiais podem influenciar o desempenho do investimento, positiva ou negativamente, dependendo da evolução das taxas de câmbio.

 

Não existe um número fixo. Em muitos casos, poucos ETFs bem escolhidos (por exemplo, um ETF global complementado por um ou dois ETFs regionais) podem bastar para alcançar uma diversificação eficaz.

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