Quer entender o que provoca um crash da bolsa e como proteger os seus investimentos? Neste artigo, explicamos as causas, sinais de alerta e estratégias para reduzir riscos, com exemplos históricos e lições práticas para investidores.
Quer entender o que provoca um crash da bolsa e como proteger os seus investimentos? Neste artigo, explicamos as causas, sinais de alerta e estratégias para reduzir riscos, com exemplos históricos e lições práticas para investidores.
A volatilidade do mercado de ações é uma realidade com a qual todos os investidores têm de lidar, e os crashes da bolsa são momentos inevitáveis que testam a resistência dos mercados financeiros. Neste artigo, exploraremos as maiores quedas da História, os sinais de alerta que podem preceder uma crise e as estratégias defensivas que pode adotar para proteger o seu portfólio.
O que é um crash da bolsa e o que está na sua origem?
Os crashes da bolsa são momentos de grande turbulência nos mercados financeiros, caracterizados por quedas abruptas e significativas nos índices de ações.
Embora o termo “crash” seja frequentemente associado a uma grande recessão, como a de 1929 ou a crise financeira de 2008, a verdade é que um crash da bolsa pode ocorrer num qualquer momento de grande incerteza ou instabilidade económica.
Estes eventos, comumente céleres e imprevisíveis, têm o poder de abalar a confiança dos investidores, provocando, assim, ondas de vendas que conduzem a uma queda do mercado de ações.
Se nos perguntar o que está na sua origem, podemos responder-lhe que, em termos simples, um crash da bolsa ocorre quando fatores como a especulação excessiva, bolhas financeiras, crises políticas ou determinadas catástrofes (como desastres naturais ou pandemias) provocam um pânico generalizado entre os investidores.
A volatilidade dos mercados tende a aumentar nestes períodos de instabilidade, uma vez que os investidores, por temerem perdas ainda maiores, procuram proteger-se.
Ora, de forma a poderem implementar estratégias de investimento defensivo, é fundamental que os investidores compreendam os fatores por detrás de cada crash.
Os maiores colapsos financeiros da História
Os grandes crashes da história são marcos que moldaram o comportamento dos mercados financeiros e tiveram repercussões a nível global. Entre os mais significativos, destacam-se o crash de 1929 e a crise financeira global de 2008, eventos que provocaram grandes perdas não só a investidores, mas também a economias inteiras.
1. O Crash de 1929 e a Grande Depressão
Considerado um dos piores momentos da história financeira, o crash de 1929 desencadeou a Grande Depressão. A bolha especulativa nas ações foi alimentada por investimentos excessivos e por uma dívida em crescimento.
Quando a confiança dos investidores se quebrou, seguiu-se uma queda brutal das bolsas de valores. Este evento teve implicações devastadoras para as economias mundiais e durou mais de uma década.
2. A Crise Financeira Global de 2008
A crise financeira de 2008 foi precipitada pelo colapso do mercado imobiliário nos Estados Unidos e pela falência de grandes bancos. O pânico financeiro resultante levou à queda do mercado de ações em todo o mundo.
A bolha especulativa nos mercados imobiliários e o elevado risco associado aos derivados financeiros foram os principais motivos que despoletaram este evento. Esta crise revelou a fragilidade do sistema financeiro global e teve um impacto profundo na economia mundial.
3. Outros colapsos financeiros dignos de nota
A história está repleta de vários outros exemplos de crashes da bolsa, como a crise da dívida soberana europeia em 2011, em que países como Grécia, Portugal e Espanha enfrentaram grandes dificuldades financeiras, ou a bolha das dot-com, no início dos anos 2000, que viu muitas empresas tecnológicas afundarem ao cabo de promessas de lucros exorbitantes.
Estes colapsos financeiros não acontecem por acaso, sendo normalmente precedidos de volatilidade nos mercados e de uma confiança excessiva dos investidores.
A História mostra-nos que as bolhas especulativas são um terreno fértil para os crashes da bolsa, uma vez que os preços das ações são frequentemente inflacionados, criando um desfasamento em relação à realidade do mercado.
Sinais de alerta a observar antes de uma queda do mercado
A deteção de sinais de alerta antes de um crash da bolsa constitui-se como um dos maiores desafios para qualquer investidor. No entanto, através de uma análise cuidadosa dos mercados e de uma compreensão profunda dos indicadores económicos, é possível identificar alguns desses sinais, de modo a poder antecipar uma queda do mercado de ações. Vejamos alguns exemplos:
1. Excesso de euforia no mercado
Uma das características típicas precedentes de um crash da bolsa é o excesso de confiança e euforia entre os investidores, algo que pode ser observado na valorização exagerada dos preços das ações, muitas vezes impulsionada por especulação e otimismo excessivos.
Quando os investidores começam a ignorar os fundamentos das empresas e se concentram apenas na expectativa de lucros rápidos, pode estar a formar-se uma bolha especulativa prestes a rebentar.
2. Aumento da volatilidade
A volatilidade nos mercados tende a aumentar antes de uma queda significativa. O índice VIX, conhecido como o "índice do medo", é habitualmente utilizado para mensurar essa volatilidade.
Quando o VIX sobe consideravelmente, pode ser um sinal de que o mercado está prestes a enfrentar uma fase de incerteza e nervosismo, o que pode culminar num crash.
3. Mudanças nos indicadores económicos
Uma recessão e uma desaceleração económica global são fatores frequentemente associados aos crashes financeiros. Indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB), o aumento do desemprego, a redução da produção industrial e a queda na confiança dos consumidores e das empresas podem ser premonitórios de uma crise financeira iminente.
Além disso, o aumento das taxas de juro por parte dos bancos centrais, com vista ao controlo da inflação, pode criar um ambiente mais arriscado no que toca a investimentos, tornando-os menos atrativos.
4. Falências e problemas financeiros em grandes empresas
Quando grandes corporações ou instituições financeiras começam a revelar problemas financeiros significativos, tal pode ser um sinal de alerta.
A falência de um grande banco ou de uma empresa de grandes dimensões pode provocar uma reação em cadeia que afeta todo o mercado. A crise de 2008 é um exemplo claro disso, com falências como a do banco de investimento Lehman Brothers a provocarem um impacto global devastador.
5. Utilização excessiva de alavancagem
A utilização abusiva de alavancagem por investidores e instituições financeiras pode contribuir para o aumento exponencial do risco de uma crise.
Quando muitos investidores utilizam dívida para aumentarem as suas posições no mercado, qualquer movimento desfavorável nos preços das ações pode resultar em grandes perdas.
Durante uma fase de euforia no mercado, a alavancagem pode assumir a forma de um "castelo de cartas", pronto a desmoronar-se quando as condições do mercado mudam.
6. Desfasamento entre os mercados financeiros e a economia real
Uma bolha especulativa é normalmente caracterizada por um desfasamento entre os preços dos ativos financeiros e o desempenho da economia real.
Quando o mercado de ações se desvia substancialmente dos indicadores económicos e não reflete o verdadeiro bem-estar financeiro das empresas, há um risco crescente de uma correção abrupta.
Como diversificar um portfólio para reduzir o risco de perdas
A diversificação de portfólios é uma das estratégias mais eficazes para reduzir perdas durante períodos de volatilidade e de crashes da bolsa.
Ao distribuir os seus investimentos por diferentes ativos, setores e geografias, um investidor pode minimizar os riscos e mitigar os impactos de uma queda do mercado de ações.
Eis algumas formas de implementar a diversificação de forma inteligente:
1. Diversificação por classe de ativos
Uma das formas mais comuns de diversificação é dividir os investimentos entre diferentes classes de ativos, como ações, obrigações, imóveis e commodities (matérias-primas).
Durante um crash da bolsa, é possível que algumas classes de ativos desvalorizem rapidamente, enquanto outras podem resistir ou até valorizar. Por exemplo, o Ouro é frequentemente considerado um refúgio seguro durante períodos de incerteza, uma vez que tende a manter o seu valor ou até a aumentar durante crises financeiras.
2. Diversificação geográfica
Investir em mercados internacionais pode reduzir a exposição a riscos locais. O mercado americano, por exemplo, pode enfrentar uma recessão durante uma crise, enquanto outros mercados emergentes podem crescer.
Ao investir em ações e ativos de diferentes regiões, um investidor reduz o risco de se encontrar excessivamente dependente de um único mercado ou economia. A diversificação geográfica ajuda a suavizar os impactos negativos que podem ocorrer num determinado país ou zona económica.
3. Diversificação setorial
Outra abordagem importante é a diversificação setorial. Determinados setores, como o tecnológico, podem ser bastante voláteis, enquanto outros, como o consumo básico ou a energia, são mais resistentes a crises.
Investir em diferentes setores da economia garante que, na eventualidade de uma área específica enfrentar dificuldades, outras podem compensar potenciais perdas. Por exemplo, durante a crise financeira de 2008, algumas empresas relacionadas com consumo e saúde tiveram um melhor desempenho do que as de tecnologia e imóveis.
4. Investir em ativos de baixo risco
Quando o mercado enfrenta incertezas, é aconselhável investir uma parte do portfólio em ativos de baixo risco, como obrigações do governo ou fundos do mercado monetário. Apesar de os rendimentos serem menores, estes ativos oferecem maior segurança e ajudam a estabilizar o portfólio.
Além disso, muitas vezes, durante crises, os investidores procuram segurança, sendo que os ativos em causa tendem a apresentar um melhor desempenho comparativamente às ações.
5. Utilização de fundos de índice e ETF’s
Para os investidores que não têm tempo ou experiência suficiente para escolherem ações individuais, os fundos de índice ou ETF’s (fundos de índice cotados em bolsa) são uma excelente maneira de diversificar o portfólio de forma simples e eficaz.
Estes fundos oferecem exposição a um conjunto variado de ativos e podem acompanhar grandes índices de mercado, como o Euro Stoxx 50 ou o S&P 500, proporcionando uma abordagem mais passiva e amplamente diferenciada.
6. Diversificação entre tipos de investimentos alternativos
Além dos ativos tradicionais, apostar em investimentos alternativos, como fundos imobiliários, criptomoedas ou start-ups, pode ser uma maneira eficaz de diversificar e obter rendimentos adicionais, particularmente em tempos de incerteza económica.
Estes investimentos podem oferecer retornos interessantes, mas também apresentam riscos maiores. Por isso, é essencial equilibrá-los com ativos mais seguros.
A diversificação é, sem dúvida, um dos pilares da gestão de risco financeira. Embora não elimine totalmente o risco de perdas durante um crash da bolsa, pode ajudar a limitar o impacto da volatilidade nos mercados e proteger o portfólio de um investidor a longo prazo.
Estratégias defensivas a implementar em períodos de incerteza
Quando os mercados estão em queda ou a enfrentar um crash da bolsa, é crucial adotar estratégias defensivas para proteger o portfólio de perdas significativas.
Estas estratégias focam-se em minimizar os riscos e garantir que, mesmo durante períodos de recessão, o investidor está preparado para enfrentar a volatilidade com resiliência. Eis algumas das principais abordagens:
1. Investir em ativos de refúgio seguro
Durante uma crise financeira, como tivemos já oportunidade de sublinhar, há determinados ativos, como o Ouro, que são vistos como refúgios seguros. O Ouro tende a manter o seu valor ou até a aumentá-lo quando a confiança no mercado financeiro diminui.
Além disso, o Ouro tem uma correlação inversa com as ações, ou seja, quando as ações caem, o Ouro tende a subir. Os investidores podem alocar parte do seu portfólio em Ouro ou em fundos de investimento que se concentram neste metal precioso para protegerem os seus ativos em tempos de crise.
2. Reduzir a exposição a ações de alto risco
Durante um crash da bolsa, os mercados podem tornar-se extremamente voláteis e as ações de alto risco podem sofrer quedas abruptas.
Uma das maneiras de prevenir um evento deste género consiste em reduzir a exposição a ações de empresas com grandes flutuações de preço ou que são vulneráveis a ciclos económicos negativos.
Em alternativa, os investidores podem optar por ações de empresas sólidas e com um bom histórico de dividendos, que tendem a ser mais resistentes em tempos de incerteza.
3. Apostar em obrigações e títulos de dívida
As obrigações do governo, especialmente as de países com alta classificação de crédito, são uma excelente opção durante períodos de recessão. Estes ativos são considerados de baixo risco e oferecem rendimento fixo.
As obrigações proporcionam uma fonte de rendimento estável, mesmo quando as ações se encontram em queda. Muitos investidores recorrem a títulos de dívida como forma de protegerem o seu capital a longo prazo e minimizarem a exposição à volatilidade do mercado de ações.
4. Utilização de fundos de investimento defensivos
Os fundos de investimento defensivos, de que são exemplo os fundos de obrigações, são ideais para quem procura preservar o seu capital durante períodos de insegurança.
Estes fundos são principalmente compostos por ações de empresas sólidas e obrigações de baixo risco, proporcionando uma forma mais equilibrada de investir. A sua principal vantagem está na menor suscetibilidade a quedas abruptas que podem ocorrer durante um crash da bolsa.
5. Aposta em setores defensivos
Durante uma queda do mercado de ações, alguns setores tendem a ser mais resilientes do que outros.
A produção energética, os serviços ao consumidor (p. ex., água e saneamento, gás e eletricidade, etc.), a saúde e os bens essenciais (p. ex., alimentos, produtos de higiene, etc.) costumam ser mais estáveis, mesmo durante uma recessão.
Investir em empresas destes setores, cuja procura é constante, pode ajudar a proteger o seu portfólio contra perdas significativas durante uma crise financeira.
6. Utilização de instrumentos de cobertura (hedging)
Para investidores mais sofisticados, o recurso a instrumentos de cobertura pode ser uma excelente estratégia para proteger o seu portfólio.
Os derivados destes instrumentos, como opções e futuros, permitem que os investidores compensem potenciais perdas nas suas posições de ações com ganhos decorrentes da queda do mercado.
Embora a utilização de instrumentos de cobertura envolva riscos e requisitos de conhecimento, trata-se de uma alternativa que pode ser extremamente eficaz em períodos de grande volatilidade e incerteza.
7. Manter uma parte do portfólio em liquidez
Por último, há que considerar a manutenção de uma parte do portfólio em liquidez, como dinheiro ou fundos do mercado monetário.
Esta abordagem permite ao investidor aproveitar as oportunidades que surgem durante um crash (como a compra de ativos a preços mais baixos) quando o mercado estabilizar. Além disso, a liquidez oferece flexibilidade para reagir rapidamente à volatilidade dos mercados.
O papel das emoções nas decisões de investimento
As emoções desempenham um papel significativo nas decisões de investimento, sobretudo em períodos de volatilidade nos mercados ou durante um crash da bolsa.
A psicologia do investidor pode influenciar drasticamente as suas escolhas financeiras, o que, muitas vezes, resulta em decisões impulsivas e prejudiciais.
É por isso que compreender o impacto das emoções e aprender a controlá-las pode ser a chave para navegar pela incerteza com sucesso.
Estas são algumas das principais emoções que podem afetar os investidores:
1. Medo e pânico
O medo é uma das emoções mais poderosas e que prevalecem durante um crash da bolsa. Quando o mercado começa a cair, muitos investidores entram em pânico e procedem a vendas impulsivas para minimizarem as suas perdas.
No entanto, este comportamento costuma resultar em prejuízos ainda maiores, uma vez que as vendas são efetuadas durante os pontos mais baixos do mercado.
A chave nesta situação é manter a calma e avaliar as circunstâncias com base em dados e uma análise racional. Investir com base no medo pode fazer com que os investidores percam grandes oportunidades de recuperação quando o mercado se estabilizar.
2. Ganância e euforia
A ganância também pode ser uma emoção perigosa, especialmente quando os mercados estão em alta ou quando se verifica um boom especulativo.
Os investidores podem ser tentados a seguir o rebanho, investindo em ativos sobrevalorizados na esperança de lucros rápidos. Esse comportamento pode ser particularmente prejudicial, uma vez que aumenta a probabilidade de uma bolha especulativa.
Em períodos de euforia, é essencial manter uma abordagem disciplinada e focar-se nos fundamentos do mercado, em vez de se deixar levar pela vontade de lucrar mais rapidamente.
3. Confiança excessiva
A confiança excessiva é comum depois de um período de bons resultados de investimento, o que pode levar a uma tomada de decisões arriscadas.
A falta de humildade e de uma avaliação cuidadosa das condições do mercado pode resultar em investimentos imprudentes, especialmente em mercados altamente voláteis.
Para evitar este erro, é fundamental ter uma abordagem de gestão de risco robusta e reavaliar regularmente o portfólio, garantindo que os investimentos estão alinhados com os objetivos financeiros e com o perfil de risco do investidor.
4. Culpa e arrependimento
Após uma queda do mercado, muitos investidores podem sentir culpa e arrependimento, especialmente se tomaram decisões impulsivas baseadas nas suas emoções.
A chave para superar esse sentimento é aprender com os erros e ajustar a estratégia de investimento. Cada crise financeira oferece lições valiosas a retirar que podem ser aplicadas no futuro, de modo a evitar decisões precipitadas.
Além disso, é importante recordar que o investimento é um “jogo” que decorre a longo prazo, pelo que é normal passar por altos e baixos ao longo do percurso.
5. Esperança
Embora a esperança seja geralmente encarada positivamente, num contexto de investimentos, pode tornar-se prejudicial, sobretudo quando conduz o investidor à negligência da realidade.
A esperança cega de que os mercados acabam por recuperar mais cedo ou mais tarde, sem uma análise cuidadosa, pode fazer com que os investidores mantenham ativos não rentáveis por períodos excessivamente longos.
Há que manter uma perspetiva realista e estar preparado para tomar decisões difíceis, mesmo quando há emoções envolvidas, considerando que tal pode ser crucial para alcançar o sucesso a longo prazo.
Como controlar as emoções e manter uma mentalidade racional
Para reduzir o impacto das emoções nas decisões de investimento, os investidores podem adotar algumas práticas simples, mas eficazes, tais como:
Estabelecer um plano de investimento claro
Um plano bem estruturado ajuda a evitar decisões impulsivas. Defina os seus objetivos financeiros, o seu perfil de risco e as suas estratégias de diversificação de portfólio.
Evitar decisões rápidas
Evite agir imediatamente após uma grande movimentação do mercado. Tome o seu tempo para refletir e analisar a situação antes de tomar qualquer decisão.
Rever regularmente o portfólio
A gestão de risco financeira é essencial. Reveja regularmente o seu portfólio para garantir que está alinhado com os seus objetivos e que não está exposto a riscos desnecessários.
Manter-se informado
A informação é a melhor forma de combater o medo e a incerteza. Mantenha-se atualizado sobre as notícias do mercado e analise as tendências a longo prazo.
Lições práticas que todos os investidores devem retirar
Depois de analisar os principais crashes da bolsa, os sinais de alerta e as estratégias defensivas, é fundamental tirar lições valiosas para melhorar as decisões de investimento a longo prazo.
Todos os crashes e todas as crises financeiras oferecem uma aprendizagem crucial que pode ser aplicada para evitar os mesmos erros no futuro. Abaixo, encontram-se listadas algumas lições práticas que todos os investidores devem ter em mente:
1. A importância de ter um plano de investimento sólido
A principal lição de qualquer crise financeira é a necessidade de proceder a um planeamento financeiro. Os investidores que têm um plano de investimento claro, com objetivos bem definidos, estratégias de diversificação e uma boa gestão de risco financeira estão mais preparados para enfrentarem a volatilidade dos mercados.
Não é suficiente investir de forma impulsiva ou seguir o rebanho; é fundamental ter um caminho definido e manter-se disciplinado, especialmente em momentos de crise.
2. Diversificar é essencial
A diversificação é uma das estratégias mais eficazes para proteger o seu portfólio contra perdas significativas durante um crash da bolsa, sobretudo se o fizer por ativos e pelos âmbitos geográfico e setorial, de modo a reduzir o impacto de bolhas especulativas.
3. Controlar as emoções e evitar decisões impulsivas
O medo e a ganância são emoções poderosas que podem levar a decisões precipitadas. A psicologia do investidor desempenha um papel vital nas escolhas de investimento, pelo que é essencial aprender a controlar as emoções.
Manter a calma durante períodos de incerteza e focar-se em dados e estratégias racionais é crucial para evitar erros crassos como vender por pânico ou comprar por impulso.
4. Proteger o portfólio com ativos de refúgio seguro
Durante uma crise financeira, a alocação de uma parte do seu portfólio a ativos de refúgio seguro, como Ouro ou obrigações de alta qualidade, pode ser uma forma de proteger o seu capital.
Embora estes ativos não proporcionem os mesmos rendimentos que as ações de alto risco, não deixam de desempenhar um papel fulcral no que toca a manter o valor do portfólio em períodos de recessão.
5. Manter-se informado e aprender com crises anteriores
As crises financeiras do passado oferecem um conjunto de lições para investidores, permitindo-lhes identificar padrões e estar mais bem preparados para eventuais quedas de mercado no futuro.
Manter-se informado sobre as condições do mercado e as políticas económicas, também ajudam a tomar decisões mais conscientes e a antecipar possíveis bolhas especulativas.
6. A paciência é uma virtude no investimento
Por último, o investimento a longo prazo requer paciência. Os grandes crashes da História mostraram que os mercados tendem a recuperar com o tempo, mas alcançar o sucesso a longo prazo não passa por reagir rapidamente às suas flutuações. Deve, isso sim, manter-se fiel à sua estratégia, ajustar o seu portfólio sempre que necessário e esperar que o mercado se estabilize.
As crises financeiras fazem parte da dinâmica natural dos mercados. No entanto, ao adotar uma abordagem estratégica e disciplinada, como diversificar, controlar as emoções e manter-se informado, pode enfrentar estas crises com mais confiança e menos receio de perdas catastróficas.
A XTB oferece as ferramentas e as formações necessárias para ajudar os investidores a investir, poupar e negociar de um modo mais informado e com maior segurança.
FAQ
Um crash da bolsa é uma queda abrupta e significativa dos preços das ações num curto período, sendo geralmente provocado por uma crise financeira, uma bolha especulativa ou instabilidade política.
Para se preparar, é importante que tenha um plano de investimento diversificado, focar-se em ativos de refúgio seguro como o Ouro e manter sempre uma abordagem disciplinada e controlada para evitar decisões impulsivas.
Os principais sinais de alerta incluem uma excessiva euforia no mercado, o aumento da volatilidade, mudanças nos indicadores económicos (como o PIB e a taxa de desemprego), a insolvência de grandes empresas e a elevada utilização de alavancagem.
O desfasamento entre os preços dos ativos e a economia real também pode indicar que uma bolha especulativa está prestes a rebentar.
Para proteger o seu portfólio, considere distribuir os seus investimentos por diferentes classes de ativos, geografias e setores, reduzir a exposição a ações de alto risco e alocar uma parte do portfólio a ativos de refúgio seguro, como Ouro e obrigações. Utilizar fundos defensivos e manter a liquidez também são boas estratégias.
Durante uma queda do mercado, é crucial evitar decisões impulsivas com base no medo ou na ganância.
A melhor estratégia é manter a calma, rever regularmente o seu plano de investimento e focar-se nos fundamentos dos seus ativos.
Evite vender em pânico e procure não seguir o rebanho sem uma análise racional da situação.
Os maiores crashes da bolsa da História, como o de 1929 e a crise financeira de 2008, ensinam a importância de ter um plano de investimento sólido, diversificar o seu portfólio e manter uma visão a longo prazo.
É igualmente fundamental controlar as emoções e aprender com os erros do passado, para evitar repeti-los em futuras crises.
Definição de CFD
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